Jornalista da Globovisión é sequestrada na Venezuela

Nairobi Pinto foi raptada na tarde de domingo por três homens armados e com o rosto coberto que a interceptaram na entrada do edifício onde ela reside

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A chefe dos correspondentes do canal de notícias da Venezuela Globovisión, Nairobi Pinto, foi sequestrada em Caracas por homens armados e encapuzados, informou nesta segunda-feira (7) o pai da jornalista.

Nairobi foi raptada na tarde de domingo por três homens armados e com o rosto coberto que a interceptaram na entrada do edifício onde ela reside - a oeste da capital - e a obrigaram a entrar em um veículo sem que se conheça até agora o seu paradeiro, disse Luis Pinto.

"Foi algo que aconteceu em fração de segundos, foi extremamente rápido. Ela havia acabo de chegar do mercado com uma amiga e estava trazendo as compras para dentro de casa. No momento em que saímos para ajudar, apareceu um veículo, saíram três sujeitos, todos encapuzados e com armas na mão. Não sabíamos se queriam levar a camionete ou a Nairobi. Levaram a minha filha", relatou Pinto à Globovisión.

O pai de Nairobi disse ainda que até o momento não recebeu nenhuma ligação dos sequestradores e disse que confia nas investigações das autoridades para descobrirem o paradeiro de sua filha. "Tenho toda a fé do mundo, confio que a polícia vai resolver este caso", afirmou.

A Globovisión publicou uma declaração em seu site solicitando aos sequestradores que libertem Nairóbi e pedindo que a população faça uso responsável das redes sociais para "evitar entorpecer os trabalhos das autoridades e colocar em perigo a vida da nossa companheira".

A Venezuela é um dos países mais violentos da América Latina com uma taxa de homicídio que, segundo os registros oficiais, está em 39 para cada 100 mil habitantes. Porém, de acordo com cálculos da organização Observatório Venezuelano de Violência, a taxa no ano passado chegou a 79 mortos para cada 100 mil habitantes.

O alto índice de criminalidade, a inflação galopante e o desabastecimento de alguns produtos básicos são citados por manifestantes como as causas dos violentos protestos que se alastraram pelo país no último mês.

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