Copa das Confederações rende R$ 9,7 bilhões ao PIB do Brasil

A movimentação financeira em todo o país chegou a R$ 20,7 bilhões; em BH, fluxo chegou a R$ 3,87 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhões de acréscimo ao PIB

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Lucas
Rodrigo Lima/ O TEMPO
Lucas "foi" para a torcida

A Copa das Confederações movimentou no Brasil no ano passado R$ 20,7 bilhões, sendo R$ 11 bilhões referentes a gastos de turistas, do Comitê Organizador Local (COL) e de investimentos privados e públicos e outros R$ 9,7 bilhões como renda acrescentada ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A expectativa para a Copa é que esse valor triplique, podendo chegar a R$ 30 bilhões.

O estudo, encomendado pelo Ministério do Turismo, foi realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Sede de três jogos na competição, Belo Horizonte foi a segunda cidade com a maior movimentação financeira entre as seis cidades-sede (R$ 3,87 bilhões), o que significou R$1,7 bilhão de acréscimo ao PIB da capital. Com relação a geração de emprego, a capital mineira foi responsável por 55.878 vagas de trabalho das 303 mil abertas em todo o Brasil (veja abaixo os números de cada sede e a implicação no restante do país).

“Essa movimentação financeira demonstra que alguns setores responderam com muita eficiência às demandas do mercado em Minas, gerando assim mais oportunidades de trabalho”, ressaltou o secretário de Estado de Turismo e Esportes de Minas Gerais, Tiago Lacerda.

Dos R$ 9,7 bilhões, 58% ficaram nas cidades-sede e 42% foram distribuídos pelo restante do país. “O resultado mostra que o impacto do torneio não se restringe aos locais onde são realizados os jogos. Eles têm impacto em todo o Brasil”, explicou o ministro do Turismo, Vinicius Lages.

O estudo analisa os impactos iniciais, diretos, indiretos e induzidos na economia. Como base para o cálculo, utilizou-se a soma dos investimentos públicos e privados em infraestrutura (R$ 9,1 bilhões), dos gastos dos turistas nacionais (R$ 346 milhões) e estrangeiros (R$ 102 milhões) e dos investimentos do Comitê Organizador Local (COL) no evento (R$ 311 milhões). Desses valores, obteve-se o efeito multiplicador na cadeia produtiva.

Para a pesquisa, foram ouvidas 17 mil pessoas e analisados os gastos e investimentos para a realização do evento. Os investimentos feitos até a Copa das Confederações representam 77% do total previsto para as seis sedes do torneio de 2013 e 36% do total projetado para as 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Movimentação financeira durante a Copa do Mundo

Cidades-sede                   Produção*               Acréscimo ao PIB*          Emprego Fortaleza                             2.996.099.570       1.353.208.028                  40.003 Recife                                  2.077.459.830        932.773.857                     26.723 Salvador                             1.429.653.346        690.853.840                     21.372 Belo Horizonte                  3.876.337.763        1.779.265.497                  55.878 Rio de Janeiro                  6.037.192.213        2.834.283.617                  89.571 Brasília                               2.797.224.383        1.268.116.381                  39.242 COL                                    524.481.376            321.924.671                     6.907 Turismo doméstico         774.442.867            380.704.518                    18.562 Turismo Internacional     217.240.004            101.690.177                    5.075 Total                                   20.730.131.352        9.662.820.587                303.332

*)Em milhões de reais

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