Seleção feminina de rugby volta mais madura de viagem para o Oriente

Equipe teve apenas uma vitória na excursão que incluiu participação em dois torneios internacionais

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Única vitória do Brasil veio diante das chinesas
DIVULGAÇÃO - CBRU
Única vitória do Brasil veio diante das chinesas

A seleção brasileira feminina de rugby retorna da China de cabeça erguida, mesmo com apenas uma vitória na bagagem. A equipe participou da quarta etapa fixa do Circuito Mundial de Rugby Feminino,a na China. Antes disso, o elenco disputou o Hong Kong Sevens, em Hong Kong, onde terminou na sétima posição.

O maior objetivo era no Circuito Mundial, onde o grupo tinha Nova Zelândia, China e Espanha como adversárias. A estreia reservou confronto contra as neozelandesas, que atropelaram as brasileiras por 33 a 0.

No segundo jogo, o Brasil melhorou e conseguiu seu primeiro try no torneio, com Gabi Avila. Mesmo assim, o time teve nova derrota por 12 a 7.

O terceiro jogo foi ainda melhor e terminou com a vitória verde-amarela diante das donas da casa por 22 a 17. Com isso, o Brasil garantiu vaga para disputar a semifinal da Taça Bronze.

O jogo seguinte foi contra a Irlanda. No entanto, o time brasileiro não conseguiu manter o desempenho crescente e caiu por 15 a 0. Os EUA foram adversário da despedida e de nova derrota por 31 a 0. O saldo foi a 12ª colocação na etapa e um  11º no geral do Circuito Mundial.

“A viagem foi muito produtiva e a presença de meninas novas no Circuito foi um grande aprendizado para o grupo. Fomos crescendo durante a viagem e com certeza vamos levar muitas coisas positivas dessas duas semanas juntas”, afirma a capitã Carla “Zazá” Barbosa.

Agora, o Brasil parte para a última etapa da temporada do Circuito Mundial de Rugby Feminino, em Amsterdã, na Holanda, nos dias 16 e 17 de maio.

A ansiedade das novatas precisará ser controlada para que resultados positivos apareçam. A tendência é de um time mais bem preparado após a experiência no Oriente.

“Ansiedade e nervosismo são duas palavras que me vieram muito a cabeça, jogando pela primeira vez com a seleção. Jogar contra equipes que eu normalmente só assisto pela televisão foi difícil, mas tivemos uma boa orientação dos treinadores e foi um excelente aprendizado. Apesar do resultado, saímos de cabeça erguida, pois sabíamos que a ideia desse torneio era dar chance para meninas mais novas, como eu, e não apenas buscar o resultado no placar”, destaca Jéssica Aidar, uma das quatro novatas da equipe.