Franceses chegam à Copa como incógnitas

Seleção da França alternou grandes momentos com desclassificações na primeira fase nos últimos Mundiais

iG Minas Gerais | victor martins |

“Não podemos ter a pretensão de estar entre os favoritos para vencermos a Copa do Mundo no Brasil. Temos outras equipes que estão jogando em alto nível nos últimos quatro ou cinco anos” - Didier Deschamps, técnico da França
Francois Mori/ap - 15.10.2013
“Não podemos ter a pretensão de estar entre os favoritos para vencermos a Copa do Mundo no Brasil. Temos outras equipes que estão jogando em alto nível nos últimos quatro ou cinco anos” - Didier Deschamps, técnico da França

Qual França chegará ao Brasil em junho? Essa é a pergunta que os jogadores e o técnico Didier Deschamps precisam responder. Nas últimas quatro Copas do Mundo, nenhuma seleção alternou tanto quanto os franceses. Campeões em 1998, os últimos que venceram em casa, inclusive, e finalistas em 2006. Por outro lado, duas eliminações traumáticas nas primeiras fases em 2002 e 2010.

Se for pelo desempenho nas eliminatórias, a França não deve ser apontada com uma das grandes forças. Se cair no grupo da Espanha serve como justificativa para ficar em segundo e ir para a repescagem, ter dificuldades diante de uma fraca Ucrânia serve de preocupação.

Depois de perder por 2 a 0 em Kiev, a França conseguiu virar o placar em Paris, no triunfo por 3 a 0 e bastante questionado pelos ucranianos, que reclamaram bastante da arbitragem. Os resultados irregulares fizeram com que a campeã de 1998 não fosse cabeça de chave, o que poderia colocá-la no grupo da morte.

No entanto, o sorteio foi bom, e Deschamps não esconde isso. “Poderia ter sido mais complicado, vamos ser honestos. Enfrentaremos os nossos vizinhos suíços, uma equipe sul-americana e a seleção de Honduras, que joga um estilo semelhante de futebol. Nenhum adversário é fácil, temos de ser ambiciosos, mas realistas”, disse o treinador francês.

Caso confirme o primeiro lugar do grupo e avance até a semifinal, a França pode ter o Brasil pela frente, mais uma vez. Se em 1958 os brasileiros levaram a melhor na semifinal, os franceses ganharam o rótulo de carrascos por conta dos três últimos encontros. A França levou a melhor nas quartas de final de 1986 e 2006, além da final de 1998. Caso o duelo se repita, que o Mineirão seja o palco ideal para o Brasil acabar com essa freguesia que tanto incomoda.

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