Mudanças em Confins começam pelas esteiras e elevadores

Assinatura do contrato acontece hoje; investimento em 30 anos deve ser da ordem de R$ 3,5 bi

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Em dois meses, concessionária tem que ampliar infraestrutura
DANIEL IGLESIAS/O TEMPO
Em dois meses, concessionária tem que ampliar infraestrutura

A partir de hoje, o aeroporto de Confins passará a ser administrado pelo consórcio BH Airport, formada pelo Grupo CCR, pelas operadoras Flughafen Munchen e Flughafen Zürich AG e pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O contrato de concessão será assinado entre o grupo e a Agência Nacional de Aviação Civil e deve marcar uma mudança radical no terminal, afirma o especialista em setor público da PWC, Ricardo Ribas.

“A exploração dos espaços deve ser de forma muito diferente”, afirma. Ele explica que como o consórcio fez uma aposta alta – pagou R$ 1,82 bilhão, 66% a mais do que o valor mínimo estipulado pelo governo – deve trabalhar para recuperar o investimento. Com isso, os passageiros podem esperar serviços mais eficientes para embarque, desembarque e permanência no aeroporto, além de mais variedade na praça de alimentação e também em lojas.

As mudanças, porém, são para médio prazo, daqui a pelo menos três anos. “A curto prazo, vai ser só o basicão”, afirma o especialista. Por contrato, o consórcio vencedor tem que implementar um plano de ações imediatas em até três meses. Isso significa que até a Copa do Mundo, que começa em 65 dias, nem as mudança emergenciais estarão concluídas.

Em 30 dias deve ser feita a revisão dos sistemas de escadas rolantes, esteiras rolantes, elevadores e esteiras para restituição de bagagens, dentre outras intervenções.

Em 60 dias, a concessionária deverá promover ampliação das opções de alimentação e ampliação da infraestrutura migratória do aeroporto. Entre as mudanças que devem acontecer em 90 dias, depois que os turistas da Copa forem embora, estão a reforma de banheiros, salas de embarque, pisos e paredes.

Já trabalhando. O consórcio BH Aiport só vai falar sobre seus planos para Confins depois da assinatura do contrato, mas, antes mesmo de formalizar a concessão, equipes da futura concessionária já estão trabalhando diretamente no aeroporto, a exemplo do que aconteceu no Galeão, no Rio de Janeiro, cujo contrato foi assinado na última quarta-feira.

Inaugurado

Indústria. O consórcio BH Aiport também administrará o aeroporto indústria, que foi inaugurado há cerca de 20 dias. O local, de 8.000 m², recebeu investimentos da ordem de R$ 17 milhões.

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