“Prioridades foram invertidas no Brasil”

iG Minas Gerais |

Os gastos dos governos com os estádios demonstram que viabilizar a Copa do Mundo foi mais prioridade para os gestores públicos do que outras áreas que afetam diretamente a vida da população. A opinião é do secretário geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco. “Sem dúvida, a comparação com os gastos em outras áreas mostra como a Copa foi supervalorizada pelos governos em detrimento de outras áreas”, avalia.

Ainda de acordo com Castello Branco, outro problema é a aceitação do poder público para o chamado “padrão Fifa”, série de exigências feitas pela entidade e que é requisito para o país receber o Mundial. “Ter esse padrão para o mundo inteiro é um equívoco”, diz.

Por fim, o especialista critica o novo perfil do torcedor brasileiro que surgiu com os gastos nos estádios. “A entrada ficou caríssima. Aquele público que frequentava o estádio toda semana não vai mais”. (LP)

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