Bom humor é essencial para melhorar a saúde e a nossa inteligência

Ser bem-humorado é tão importante quanto levar estilo de vida equilibrado

iG Minas Gerais | Florence Williams |

Comprovado. Embora animais riam, os humanos passam mais tempo rindo do que exibindo qualquer outra emoção
Christophe Ena/ap photo
Comprovado. Embora animais riam, os humanos passam mais tempo rindo do que exibindo qualquer outra emoção

Nova York, EUA. Hoje é o Dia Mundial da Saúde, uma data escolhida para conscientizar sobre a importância dos hábitos saudáveis de vida. E tão importante quanto uma rotina de atividades físicas e de alimentação balanceada, bom humor é fundamental para o organismo.

O neurocientista cognitivo Scott Weems que o diga. O humor merece um estudo acadêmico sério, ele argumenta em seu livro, “Ha! The Science of When We Laugh and Why” (Há! A ciência de quando rimos e por que, em tradução livre), pois produz vislumbres de como nosso cérebro processa um mundo complexo e como isso, por sua vez, nos transforma em quem somos.

Embora animais riam, os humanos passam mais tempo rindo do que exibindo qualquer outra emoção. Porém, o que confere a algumas pessoas um senso de humor melhor do que o de outros? Sem surpresa, os extrovertidos costumam rir mais e produzir mais piadas; contudo, em testes que medem a capacidade de escrever legendas de charges, as pessoas mais neuróticas, agressivas, manipuladoras e dogmáticas eram as mais engraçadas.

Talvez, escreve Weems, as pessoas infelizes são “mais propensas do que as outras a falar de forma desajeitada ou não aceitável socialmente para fazer uma boa piada”. Ou como pessoas de Aristóteles a Gertrude Stein ressaltaram, a infelicidade pode gerar a criatividade, e as melhores piadas exigem ginástica intelectual e uma observação astuta da natureza humana.

Analisar o humor às vezes exige dissecar piadas. Weems desmonta as piadas da “compreensão” em três componentes básicos: construção (examinar conhecimento relevante, experiência e expectativas), avaliação (descartar nossos erros e expectativas errôneas) e resolução (chegar a uma conclusão satisfatória e muitas vezes surpreendente). Veja como seu cérebro rapidamente faz essas três coisas ao ler o seguinte título: “Doutor testemunha em julgamento de cavalo”.

Para Weems, essas três etapas são as mesmas que usamos para solucionar problemas diários, logísticos, interpessoais ou existenciais. Segundo ele, “interpretar nosso mundo é um evento criativo”. Em sua raiz, as piadas têm a ver com conflitos, e “detectar erros é a forma pela qual nossos cérebros transformam conflitos em recompensas”. Sem essa capacidade, não conseguiríamos tomar decisões, aprender novos truques ou nos dar bem com os outros.

Flash

Provas. Em um estudo publicado no “Geriatrics and Gerontology International”, investigadores descobriram que a terapia do riso é capaz de reduzir a depressão nos pacientes idosos que foram analisados.

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