Parceria para manter a história do teatro preservada e viva

Projeto de preservação e conservação do Grupo Galpão começa sua terceira edição no CCult UFMG

iG Minas Gerais | gustavo rocha |


Objetivo do ateliê é preservar acervo e memória do Grupo Galpão
ANA LUÍSA SANTOS
Objetivo do ateliê é preservar acervo e memória do Grupo Galpão

Ainda que tenha no “aqui e agora” sua principal potência, o teatro pode se desdobrar e ganhar perenidade ao longo dos anos, por meio de projetos que preservem sua história. Memória Feita a Mão, parceira do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro, do Galpão Cine Horto, e a UFMG, é um deles. A terceira edição do projeto – que prevê a manutenção e exibição de figurinos dos espetáculos do Grupo Galpão – terá abertura hoje, no Centro Cultural da UFMG.

“Nós sempre tivemos uma vontade de fazer um levantamento de nosso acervo, principalmente de nossos figurinos, e fazíamos isso de uma maneira informal, meio improvisada. Começamos esse projeto em 2009, junto com o Núcleo de Figurinos, com a Ana Luísa Santos, mas paramos por falta de tempo. Depois, já em 2012, vencemos o prêmio Pontos de Memória, do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) e conseguimos organizar e transformá-lo num projeto mais profissional”, destaca Paulo André, ator e integrante do Grupo Galpão, responsável pela manutenção de seu acervo.

O ator destaca a importância da parceria com a universidade. “Procuramos a UFMG por conta do espaço físico. Isso ampliou o projeto de uma maneira que não tínhamos nem ideia porque, além do espaço, recebemos bolsistas da extensão ligados aos cursos de moda, teatro, museologia e acervo. E cada um deles com seu projeto de pesquisa individual”, ressalta ele.

Ao contrário do que se vê em outras exposições que resgatam memória do teatro, a tentativa do projeto é dar vida aos acervos. “Buscamos uma maneira de exibir esses figurinos de maneira mais viva. Sempre tive repulsa por exposição de figurino porque parece velório. Aqueles figurinos empoeirados em caixas me trazem uma ideia de morte. Então, tentamos uma forma de exibir esse material que seja mais viva, ainda que não seja no corpo do ator”, garante.

Para tanto, a exposição conta com livros, vídeos e a presença dos bolsistas para esclarecer dúvidas do público. Em mostras temporárias e temáticas, a exposição elege espetáculos do Galpão. “Se não me engano, agora estão preparando ‘Um Trem Chamado Desejo’”, revela o ator.

Agenda

O quê. Grupo Galpão: Memória Feita à Mão 2014

Quando. Hoje, às 19h30

Onde. Centro Cultural da UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro)

Quanto. Gratuito

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