Festa de Israel reúne 8.000 pessoas na capital

Em sua 23ª edição, celebração israelense teve comida típica, música e danças folclóricas

iG Minas Gerais | pedro vaz perez |

Helena Berger, 77, e Margarida Kraiser, 83, participaram da festa
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Helena Berger, 77, e Margarida Kraiser, 83, participaram da festa

A comunidade judaica de Belo Horizonte se reuniu ontem na praça Estado de Israel, no bairro Mangabeiras, na região Centro-Sul da capital, para a 23ª edição da tradicional Festa de Israel. A ideia era celebrar, com a população da capital, os 66 anos da independência israelense. A estimativa dos organizadores é que cerca de 8.000 pessoas tenham passado pelo local.

Diversas barraquinhas venderam comidas típicas, livros e objetos tradicionais. Também houve apresentações musicais e de danças folclóricas, além do Krav Magá, famosa luta de defesa pessoal israelense. “É uma boa oportunidade para divulgarmos nossa cultura, gastronomia e tradições”, avalia Marcos Brafman, presidente da Federação Israelita do Estado de Minas Gerais (Fisemg).

Público. Segundo Brafman, a comunidade na capital é formada por cerca de 4.000 pessoas e boa parte dos que frequentam a festa não são judeus. É o caso dos quatro integrantes da família Carvalho, que aproveitaram a manhã de domingo para conhecer novos costumes. “Gostamos de nos relacionar com culturas diferentes e experimentar novos pratos”, afirma Risoleta Carvalho, 54.

No cardápio das barraquinhas estavam pratos como o Falafel (sanduíche de pão sírio com bolinhos fritos de grão-de bico e salada), o Varenick (pastel de batata cozido e servido com cebola e molho) e o Schnitzel (sanduíche com frango empanado no gergelim e servido com pasta de grão de bico). “A procura é sempre muito grande”, afirma Helena Berger, 77, que comandava uma das barracas.

Reencontro. Alguns aproveitaram a oportunidade para rever velhos amigos. “Tenho colegas dos tempos da escola que só vejo na festa”, conta o médico Bruno Meilman.

Já o estudante Daniel Berger, 23, aproveitou para usar o Tefilin, um instrumento usado em rituais religiosos e disponível em uma das barraquinhas.

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