Guarani é considerado produto italiano

iG Minas Gerais |

No último mês o Exército brasileiro pôde, finalmente, comemorar a chegada a uma unidade operacional das 13 primeiras unidades do veículo armado Guarani – tanque desenvolvido para o Brasil. Após cinco anos de desenvolvimento, produção e testes e com dois anos de atraso, os veículos armados foram entregues ao 33º Batalhão de Infantaria Mecanizada, em Cascavel, no Paraná, em 24 de março.

Uma das características do Guarani mais destacadas pela assessoria de imprensa do Ministério da Defesa é o fato de que o veículo é produzido em Sete Lagoas, em Minas Gerais, e foi desenvolvido pelo próprio Exército brasileiro a partir de pesquisas do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), no Rio de Janeiro.

A equipe do Instituto de Pesquisa pela Paz Internacional de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), no entanto, contabilizou os gastos de até R$ 10 bilhões com a produção do veículo como uma importação italiana feita pelo Brasil. Quando questionado pela reportagem de O TEMPO, o instituto explicou que o veículo é considerado uma transferência italiana porque, apesar de ele ter sido feito de acordo com requerimentos brasileiros, o design foi baseado em um outro tanque da Iveco, empresa italiana responsável pela sua produção. Como instituto determina a origem do produto de acordo com o país onde o design foi feito, eles consideram o Guarani uma importação italiana.

O Ministério da Defesa, por meio de sua assessoria, declarou que o instituto está “equivocado”. “A propriedade intelectual é do Exército brasileiro.” A Iveco disse que perguntas sobre o design do veículo devem ser direcionadas ao Exército, que declarou que o projeto é uma parceria da Diretoria de Fabricação (DF) e do Centro Tecnológico do Exército (CTEx). (FD)

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