Mudança ainda não é consenso

iG Minas Gerais |

No próximo dia 10 de dezembro, quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 64 anos, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) deve enviar à presidente Dilma Rousseff, o relatório final sobre as violações praticadas pelo Estado brasileiro na ditadura militar.

O último capítulo do documento poderá se tornar um marco na luta pela revisão da Lei da Anistia no país.

Isso porque o espaço é destinado às conclusões e recomendações que a CNV fará ao governo após quase três anos de investigações.

Entre as considerações, deverá estar o tão polêmico pedido para que o Estado brasileiro puna torturadores e agentes da ditadura que cometeram crimes entre 1964 e 1985, quando o regime vigorou.

O tema gera controvérsias e deve ser debatido seriamente entre os membros da comissão que tentarão chegar a um consenso sobre como o assunto será tratado.

Para o coordenador do grupo de trabalho que investiga o papel das igrejas durante o regime, Anivaldo Padilha, o mais importante é que o colegiado dê um passo além. “É bem provável que se chegue a um consenso com relação a isso (revisão da lei). Não vi nenhuma resistência a esse sentido. Ainda não ocorreu uma discussão formal, mas em conversas particulares pude detectar que há uma possibilidade grande de consenso”. (LP)

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