Estrela, mas com jeito zen

Considerada a atriz mais quente do momento, californiana difere dos atros hollywoodianos por sua postura desapegada

iG Minas Gerais |

Postura. Shailene demonstra simpatia com jornalistas e não se apega a fortunas para fazer um filme
Markus Schreiber
Postura. Shailene demonstra simpatia com jornalistas e não se apega a fortunas para fazer um filme

LOS ANGELES, EUA. Shailene Woodley é a jovem atriz mais quente do momento, a “nova Jennifer Lawrence”, como definiu a revista “The Hollywood Reporter”. Mas a californiana de 22 anos, que chamou a atenção como a filha de George Clooney em “Os Descendentes” e agora protagoniza a franquia futurista “Divergente”, que estreia no dia 17 no Brasil, não mora em uma mansão. Ela nem mesmo tem celular. “O estúdio me obrigou a usar um, porque precisava saber em que parte do mundo eu andava, mas me livrei do meu há oito meses”, diz. “Estar conectada era como ter duas vidas diferentes. Eu ouvia as pessoas, mas não prestava atenção. Estava virando um personagem secundário da minha história”.

O papo algo riponga, incomum entre jovens no cinema norte-americano, não parece ser só promoção para vender filme. Filha de psicólogos, Shailene é uma figura calorosa. Costuma abraçar os jornalistas nas entrevistas e exibe roupas simples (foi a uma pré-estreia de shorts jeans). “Não me importo com o que acham de mim. Precisamos curtir o momento, afinal todos morreremos um dia. É a única verdade na vida”, responde quando a reportagem pergunta se o clima zen não irá se dissipar com o fenômeno “Divergente”. A primeira parte da trilogia rendeu US$ 95 milhões em dez dias.

Atuando desde os 5 anos, Shai, como chamam os amigos, relutava em seguir carreira na arte dramática. No colegial, preferiu fazer parte do grupo de coral a investir no clube de teatro para “conhecer outras experiências”. Mesmo com a indicação ao Globo de Ouro por “Os Descendentes” (2011), ela diz que hesitou protagonizar um blockbuster de US$ 85 milhões. “Pensei em não aceitar. Mas notei que seria uma decisão baseada no medo. Resolvi dar um basta nisso”.

“Temos medo desde o dia em que nascemos. A sociedade diz que devemos ser covardes. Ela implanta em nossos subconscientes que não somos bons o suficiente, que precisamos ser perfeitos ou consertar nossos corpos. É tudo uma grande babaquice!”

Quem a ajudou a superar esse medo foi a colega que protagoniza a série concorrente, “Jogos Vorazes”. “Nunca encontrei Jennifer Lawrence, mas trocamos e-mails. Perguntei se eu deveria aceitar ‘Divergente’. ‘Ela me disse para aceitar, porque, apesar de trazer algumas coisas ruins, tudo vale a pena quando você ama o personagem e a trama”.

Além da franquia, que lhe renderá os filmes “Insurgente” (2015) e “Convergente” (2016), a garota será vista na adaptação de “A Culpa É das Estrelas”, baseada no best-seller de John Green, que estreia em junho. O ano poderia ter sido ainda mais ocupado. Shailene assinou contrato para viver Mary Jane em “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”, mas foi desligada do projeto com quatro dias de filmagens. Diz que não vai topar qualquer trabalho por milhões de dólares. Seu salário gira em torno de US$ 500 mil. “Não tenho pressa. Dizem para eu surfar nessa onda, mas me lembro de que as ondas quebram. Prefiro pegar uma prancha e cruzar o oceano com calma”.

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