Novela adulta com ar infantil e lúdico

Trama de Benedito Ruy Barbosa não pode ser considerada um remake da obra apresentada em 1971 por causa dos temas

iG Minas Gerais |

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Assim que as chamadas de “Meu Pedacinho de Chão”, da Globo, entraram no ar foi possível notar a intenção da emissora em atrair os olhares do público para a estreia da próxima trama das seis. Os cenários recheados de cores fortes e informações visuais, o figurino do elenco no estilo “conto de fadas” e os bichos representados por bonecos são alguns dos elementos que colaboram para uma estética ousada e pouco vista em folhetins, trazida pelas mãos do diretor Luiz Fernando Carvalho.

Em tempos de difusão da internet e de muitas distrações para o telespectador, atingir as expectativas de audiência em todas as faixas tem sido uma meta frustrante para a emissora. Principalmente no horário das seis, em que a última produção bem-sucedida foi “Cordel Encantado” (2011). Talvez por isso a Globo não tenha receio em apostar em uma novela tão heterodoxa. Pelo menos autor e diretor estão confiantes nesta empreitada. E juram não ligar para cobranças de audiência. “A preocupação com a audiência eu sempre tenho em algum canto, mas, se for pensar nisso, não gravo”, admite Luiz.

Não é remake Esta não é a primeira vez que “Meu Pedacinho de Chão” vai ao ar. Em 1971, Globo e TV Cultura exibiram a versão original, também escrita por Benedito Ruy Barbosa, simultaneamente. Mas o autor defende que a trama atual não é um remake, mas uma nova obra. Isso porque, há 43 anos, ele não pôde abordar diversos temas por conta da ditadura, como greve de médicos e professores, algo que será retratado desta vez. “Mantive o título e o nome de alguns personagens, mas a história, as questões tratadas e, especialmente, a forma de contá-la são diferentes”, reforça Benedito.

O enredo, que se passa na fictícia Vila Santa Fé, se desenrola a partir do olhar de duas crianças, Serelepe (Tomás Sampaio) e Pituca (Geytsa Garcia). Por isso, a novela carrega uma atmosfera infantil. Mas traz questões do universo adulto.

O principal conflito gira em torno do coronel Epaminondas (Osmar Prado), e de Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi). Enquanto o primeiro é contra o progresso, o segundo contribui para a instalação da primeira escola. “Podemos traçar um paralelo entre tudo o que não tinha naquela época e o nosso tempo”, acredita Rodrigo Lombardi.

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