Carreira em ritmo frenético

Após personagens em “Amores Roubados” e no longa “Alemão”, ator já vive outro papel intenso na televisão

iG Minas Gerais | geraldo bessa |

Entrega. Cauã Reymond dispensou dublês para diversas cenas de ação da série por quere mergulhar no trabalho
Luiza Dantas/CZN
Entrega. Cauã Reymond dispensou dublês para diversas cenas de ação da série por quere mergulhar no trabalho

Atirar, perseguir, correr, saltar, matar e morrer viraram atitudes corriqueiras para os últimos personagens de Cauã Reymond. Recém-descoberto por produções com boas doses de ação – casos da minissérie “Amores Roubados” e do longa “Alemão” –, Cauã assume, sem pestanejar, que, de longe, a preparação para o seriado “O Caçador” foi a mais complexa de sua carreira. “Estou nesse projeto desde o fim de 2012. Nesse meio tempo, rodei o filme e participei da minissérie, mas sempre focado na extensa construção que tinha de fazer para o seriado. Fui a fundo no universo da polícia e nas contradições do personagem”, explica. Na produção, Cauã é André, agente da Divisão Anti-sequestro da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que acaba de cumprir pena de três anos por um crime que não cometeu. Ao sair da prisão, enquanto tenta refazer sua vida e provar sua inocência, aceita trabalhar como caçador de recompensas. Fato que justifica a intensa preparação física e psicológica do ator. “Insisti para fazer muitas cenas sem dublê. Estou entregue e acho que participar desses detalhes é muito importante”, explica. Aos 33 anos, seguro de si e com personagens famosos no currículo, Cauã garante que ainda guarda consigo o frescor e a curiosidade do jovem que estreou na temporada de 2002 de “Malhação”. “A maturidade que ganhei nesses 12 anos de profissão me deu a noção do que quero ou não fazer”, ressalta o ator carioca, que, depois de chamar a atenção em novelas como “Belíssima” e “A Favorita”, conquistou seu primeiro protagonista em “Cordel Encantado”, de 2011. “Não tenho a vaidade de fazer sempre o papel principal. Existem tipos coadjuvantes muito interessantes. O que me interessa é ter o que dizer e trabalhar com gente talentosa”, destaca. Pouco mais de dois meses separam a exibição de “Amores Roubados” e o início de “O Caçador”. Em ambas as produções, você interpreta o protagonista anti-herói que faz sucesso com as mulheres. Pela proximidade e semelhanças dos trabalhos, você teve receio de se repetir em cena? São produtos extremamente distintos. Começando pelo formato de minissérie de “Amores Roubados” e de seriado de “O Caçador”. Embora ambos se relacionem com mais de uma mulher na trama, Leandro era um grande conquistador e André tem muitos receios de se envolver com alguém, justamente por ter uma relação mal-resolvida com a cunhada, Kátia (Cleo Pires). É por isso que ele só sai com prostitutas. Acho que o público não vai ligar tanto um ao outro. Mesmo com pouco tempo entre as exibições, são tipos bem delineados e diferentes. Em nenhum momento me confundi, justamente pela riqueza de detalhes de cada personagem, que superam as possíveis semelhanças de perfil. Se não fosse diferente, acho que teria desistido de fazer uma das produções. Sua ligação com a Globo começou na temporada de 2002 de “Malhação”. Atualmente, você acredita que tem autonomia para escolher trabalhos de forma mais criteriosa? Sou um ator curioso e estou em um momento onde é possível negociar com os diretores e com a emissora na tentativa de fazer trabalhos mais instigantes. Indo por esse caminho, tenho tentado ao máximo variar os tipos que faço na TV. Muita gente lembra de mim como o Maumau de “Malhação”. É um personagem importante para mim, mas sempre quis ir além. Nos últimos anos, tenho sido muito feliz nas escolhas e convites que recebo. Acho que está tudo certo. Depois de tantos anos dedicados aos folhetins, como você encara a experiência de trabalhar em projetos fechados e mais curtos como “O Caçador”? Fazer uma obra fechada, sem a pressa de ter de estrear de qualquer jeito e com um diretor cuidadoso, conquista qualquer ator. Tanto o processo para “Amores Roubados” como para “O Caçador” foram muito ricos e intensos. E para ser assim até o fim, só mesmo estando em produtos de menor duração. Mas isso não quer dizer que eu não esteja disponível para novelas. 

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