Cuidados com os pequenos

Ir de um destino a outro com recém-nascidos ou crianças de colo requer consulta ao pediatra antes da viagem

iG Minas Gerais | João Paulo Costa |

De acordo com o destino, o protetor solar, o repelente e o termômetro ganham muita importância
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De acordo com o destino, o protetor solar, o repelente e o termômetro ganham muita importância

Marinheiros de primeira viagem ou não, as preocupações sempre tomam conta do imaginário dos pais na hora de viajar, de avião ou de carro, com crianças de colo. E dúvidas sobre qual é o momento certo de viajar com o bebê, qual a alimentação adequada, quais remedinhos levar na mala e qual é a documentação exigida são recorrentes.

De acordo com a médica pediatra do Hospital das Clínicas, Cristiane Gonzales, é possível viajar com os pequenos em qualquer momento. “Não há restrições absolutas de idade, desde que se observe as orientações de segurança, como, por exemplo, as cadeirinhas apropriadas no carro. Quando se viaja com um bebê é importante levar em conta que recém-nascidos e lactentes jovens ainda não têm o sistema imunológico totalmente desenvolvido, devendo, portanto, evitar locais com grande aglomeração de pessoas, pelo risco de contágio de doenças”, alerta.

Em caso de viagem com bebês é fundamental que se observe a questão da alimentação. “Se ainda amamentarem, é recomendável dar o leite materno nos intervalos dos voos. Crianças maiores também podem comer frutas ou papinhas industrializadas, que, apesar de não serem tão nutritivas quanto as preparadas artesanalmente, são mais facilmente transportadas e conservadas. Outra preocupação que se deve ter em mente é evitar produtos comprados em

Farmacinha

Segundo a pediatra, é necessário cuidados com remédios. “É bom levar antitérmicos e analgésicos, uma solução salina para limpeza nasal, uma pomada contra assaduras e um antieméticos (para enjoos e vômitos). Além disso, nunca é demais uma pomada para picada de insetos e, ainda, se for o caso, medicamentos de uso contínuo da criança (como “bombinhas” para asma e anti-alérgicos, entre outros), destaca Cristiane.

Dependendo do destino, também se deve levar protetor solar e repelente, assim como termômetro e material para curativos, acrescenta a médica. “Antes da viagem, é imprescindível uma conversa com o pediatra para saber as reais condições do bebê”.

De carro

 Se a viagem for terrestre há que se observar o uso da cadeirinha e o transporte dos pequenos no banco de trás. “As crianças nunca devem ir no banco da frente, ou no colo de um adulto, pois essas atitudes aumentam os impactos dos acidentes graves”, conclui.

 

Viagens aéreas

Documentos. Tanto para voos nacionais como internacionais são exigidos documentos de identificação da criança. A certidão de nascimento ou a carteira de identidade são obrigatórias para embarques no Brasil, e o passaporte para o exterior, com exceção dos países sul-americanos.

Passagens infantis. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o transporte de menores de 2 anos pode ser cobrado, mas não pode ultrapassar 10% da tarifa do adulto.

Fraldários. Algumas aeronaves possuem esse espaço. Mas, na dúvida, troque o bebê antes de embarcar. Se precisar trocá-lo no avião, chame a comissária para saber o local adequado.

Dor de ouvido. Recomenda-se dar líquidos à criança que esteja sob a pressurização da aeronave.

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