Uma vida dedicada à arte

O ator estreou no cinema em 1965, ao lado de Fernanda Montenegro. Sua última aparição na TV foi na novela "Amor à Vida", de Walcyr Carrasco, que foi transmitida até janeiro deste ano

iG Minas Gerais | Da redação |

José Wiker - Roque Santeiro
Créditos: TV GLOBO / CEDOC
José Wiker - Roque Santeiro Créditos: TV GLOBO / CEDOC

José Wilker de Almeida nasceu em 20 de agosto de 1947, em Juazeiro do Norte, no Ceará. Antes de sua morte, na manhã deste sábado, 5 de abril, aos 66 anos, Wilker deixou uma vasta contribuição para o cinema, o teatro e a televisão no Brasil.

Sua carreira começou como locutor de rádio, ainda lá em Juazeiro. Mais tarde, ele se mudou para Recife (PE), onde começou a atuar no teatro, como membro do grupo “Movimento da Cultura Popular”.

Quando a ditadura militar passou a considerar o grupo ilegal, e perseguir seus integrantes, José Wilker se mudou para o Rio de Janeiro, onde começou a atuar no cinema. Ele chegou a cursar sociologia pela PUC, mas abandonou a faculdade para se dedicar exclusivamente à atuação. Seu primeiro filme foi “A Falecida”, de 1965, ao lado de Fernanda Montenegro.

Depois disso, ele atuou em várias outras produções importantes, como "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), "Xica da Silva" (1976), "Bye Bye Brasil (1979)", "Bonitinha Mas Ordinária" (1981), "O Homem da Capa Preta" (1986), "Dias Melhores Virão" (1990), “Fera Ferida” (1993), "O Pequeno Dicionário Amoroso" (1997), "Guerra de Canudos" (1997), "O Homem do Ano" (2003) e "Maria, Mãe de Deus" (2003).

Ao todo, incluindo novelas, filmes e seriados, José Wilker apareceu em 112 produções, como ator, em sete como diretor e em três como produtor. Ele também recebeu diversos prêmios, como o de melhor ator por “O Homem da Capa Preta”, no Festival de Gramado, em 1986, e por seu papel como Demóstenes Maçaranduba  em “Fera Ferida” (1995), concedido pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo.

Sua última aparição na TV  foi com a novela “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, que foi transmitida pela TV Globo até janeiro deste ano.

José Wilker era um colecionador de filmes. Segundo o site especializado em cinema IMDB, ele possuía uma coleção de mais de 4.000 filmes. Por ser grande entendedor de cinema, constantemente era convidado para comentar e criticar festivais de cinema, ou premiações, como o Oscar.

Vida pessoal

José Wilker foi casado quatro vezes. Entre 1964 e 1976, foi casado com Elza Maria Barros da Rocha Pinto. Após o divórcio, naquele mesmo ano, casou-se com a atriz Renée de Vielmond , com quem teve a filha Mariana. Eles se divorciaram em 1984.

No ano seguinte, ele se casou com a também atriz Mônica Torres, até 1996. Eles tiveram a filha Isabel Wilker. Entre 2000 e 2006, foi casado com Guilhermina Guinle.

Atualmente, ele estava namorando a jornalista Claudia Montenegro . Foi no apartamento dela, em Ipanema, zona Sul do Rio, que seu corpo foi encontrado, vitimado por um infarto.

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