Minientrevista - Marcelo José de Souza

“Na minha casa tem as minhas tias e os colegas que vão me visitar, mas o resto é um mundo vazio”

iG Minas Gerais |

O que o senhor tem dificuldade para fazer? Eu preciso de ajuda para me vestir. A camisa até consigo, mas a bermuda, não. Também não dou conta de cortar as unhas dos pés e, às vezes, preciso de alguém para sair da cama. Praticamente só consigo me deitar de bruços. Tenho que tomar muito cuidado para não cair, porque levantar é complicado e nem sempre há alguém para ajudar. Por causa dos problemas de coração, eu fico cansado muito rápido e não consigo fazer atividades pesadas.

O senhor disse que a barriga é um problema. Em que ela te atrapalha? Antes dela, eu levava uma vida normal e trabalhava fabricando tijolinhos na olaria de meu irmão. Saía muito cedo de casa, a cavalo, para o serviço, e trabalhava muito. Hoje, não consigo mais. Em casa eu gostava de cuidar do quintal e das criações.

O que o senhor espera conseguir após um tratamento? Eu queria perder peso, mas só de não engordar mais já está bom. Depois disso, eu espero até conseguir uma companheira – a gente é muito sozinho. Na minha casa tem as minhas tias e os colegas que vão me visitar, mas o resto é um mundo vazio. (CP)

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