Inflação avança 0,65% em março em Belo Horizonte

iG Minas Gerais | da redação |

O preço do condomínio subiu 2,19% em março e foi responsável pela maior contribuição ao aumento de 0,65% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Belo Horizonte no mês. Os números são da pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/ UFMG), que destaca também a alta de 8,9% no preço dos alimentos in natura. “Esses produtos sofrem grande interferência das condições climáticas. A falta de chuva prejudica a safra e a colheita é bem menor do que o previsto, o que faz o preço avançar”, explica a coordenadora de pesquisas da instituição, Thaize Martins. A batata inglesa prova a situação: o valor do alimento subiu 58,01% em março.

As despesas pessoais também aumentaram no período, “impactadas principalmente pelo preço do automóvel novo e das excursões”, diz Thaize. Na contramão das altas, a passagem aérea apresentou a maior queda de preços no mês – de 15,23% – e contribuiu com a baixa de 0,08% do IPCA.

De acordo com a coordenadora, a alta de março é bastante expressiva, já que ficou acima da registrada em fevereiro – de 0,24% – e é maior do que os índices inflacionários registrados em março de 2012 e 2013.

No acumulado do ano, o IPCA ficou em 2,55% e, nos últimos 12 meses, chegou aos 6%. “O número já está bem acima da meta estipulada pelo governo, de 4,5%, o que mostra que a inflação continua resistente no início de 2014”, esclarece.

Também medido pelo Ipead, o Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR), referente às famílias com renda de um a cinco salários mínimos, apresentou variação positiva de 0,79% em março, na comparação com o mês anterior.

Cesta. O custo da cesta básica, que corresponde aos gastos de um adulto com alimentação, ficou 8,31% mais caro em março, em comparação com fevereiro, e alcançou R$ 337,03. Quem recebe um salário mínimo, de R$ 724, gastou 46,55% da renda com alimentação no último mês.

“É a terceira alta consecutiva da cesta, o que gera um impacto direto no bolso do consumidor, principalmente o de famílias com renda mais baixa”, afirma Thaize.

Os principais vilões do custo da cesta foram o tomate Santa Cruz, que subiu 33,05%, seguido da batata inglesa (58,01%), da banana caturra (21,74%) e do feijão carioquinha (20,92%).

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