As vilãs do paisagismo

Espécies necessitam de cuidados especiais para proporcionar um ambiente mais seguro

iG Minas Gerais | Ana Paula Braga |

Espada-de-são-jorge é famosa por espantar o mau olhado
Divulgação
Espada-de-são-jorge é famosa por espantar o mau olhado
Muitas plantas escondem venenos por trás de sua beleza e aparência inofensiva. Daí a importância de conhecer seus efeitos para saber identificar quais são as espécies que podem ser evitadas ou que merecem um cuidado especial ao desenvolver um projeto de decoração e paisagismo. A especialista em jardinagem, Marizeth Estrela, explica que a presença das substâncias tóxicas é uma defesa natural das plantas contra possíveis predadores, e o acesso a elas deve ser limitado. “Os espinhos, os insetos e a própria toxidade da planta são fatores para dar equilíbrio à natureza e manter o ciclo de vida e morte, o que deve ser visto com muita naturalidade”, enfatiza.   Alamanda, avelós, manacá-de-cheiro, guine, espirradeira, lantana camara, comigo-ninguém-pode, copo-de-leite, bico-de-papagaio, coroa-de-cristo e a urtiga são exemplos de espécies de plantas tóxicas mais procuradas por moradores que desejam embelezar o jardim de casa. Já azaleia, espada-de-são-jorge e hortênsia também são muito procuradas, mas possuem um menor grau de toxidade. Caso haja algum contato ou ingestão, os problemas à saúde podem variar de irritações na pele, vômitos, falta de ar, aceleração cardíaca e distúrbios com mais gravidade. <TB> Para evitar qualquer tipo de incidente, a especialista afirma que é importante adotar alguns cuidados para que os espaços verdes, além de agradáveis, sejam seguros aos pequenos e aos pets.    “No caso das crianças, além da importância da orientação educacional, para evitar que levem plantas à boca, é fundamental promover uma readequação no jardim ou no paisagismo dos vasos, optando, por exemplo, por jardins verticais. Transferir a planta para um vaso maior e mais alto também pode limitar o acesso à espécie cultivada, em alguns casos. Quanto aos pets, deve-se tomar o cuidado de elevar canteiros, despender um pouco de tempo adestrando o animal ou dificultar o acesso às plantas, com vasos maiores e mais pesados, para evitar qualquer incidente”, explica.   Sede, deficiência nutricional e indisciplina são alguns fatores que podem levar o animalzinho a procurar as plantas. Por isso, oferecer ração de qualidade e água fresca já pode evitar muitos problemas. “Pensar na possibilidade de contratar um adestrador também é uma alternativa. Outra boa saída é criar um cantinho próprio para o bichinho com plantas benéficas como camomila, erva-doce, erva-de-gato e capim-santo”, sugere Marizeth. Segundo ela, evitar cuidar das plantas na frente do pet também é uma alternativa, porque ele pode ficar com ciúmes ou mesmo querer imitar o dono, o que, nesse caso, significa destruí-las.   Não basta ter noções de estética, gostar ou conhecer um pouco de plantas para criar um jardim bonito. Neste caso, a ajuda de um especialista na área é sempre convidativa. “Em um projeto, é preciso analisar as condições climáticas, o tipo de solo, a praticidade de manutenção, estilo arquitetônico do entorno ou da casa, os hábitos de quem irá usufruir do espaço, o perfil do morador, a fim de escolher as plantas adequadas para cada situação e dar forma, cor e contraste ao jardim. A composição precisa criar profundidade, perspectiva, escala e relação entre seus vários componentes.

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