Percentual dos que culpam mulheres por estupro é de 26%, corrige Ipea

Segundo o órgão do governo federal, uma troca nos gráficos fez com que o erro acontecesse; anteriormente, pesquisa divulgava índice de 65%

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Protesto se espalhou pela rede social
Reprodução
Protesto se espalhou pela rede social

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na tarde desta sexta-feira (4) uma nota afirmando que os dados divulgados na semana retrasada, sobre a pesquisa que afirmava que mais de 65% dos brasileiros apoiam ataques a mulheres que usam roupa curta, estão errados.

Segundo o órgão do governo federal, uma troca nos gráficos fez com que o erro acontecesse. Os valores corretos da pesquisa mostram que apenas 26% concordam - total ou parcialmente - com a afirmação "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas; e 70% discordam.

Pesquisa havia gerado protesto pelas redes sociais

Depois da divulgação com os números errado, uma enorme campanha contra ações que legitimavam o estupro e assédios sexuais foi criada. A 'Não mereço ser estuprada'  chegou a ser, no domingo (30), o assunto mais comentado do Twitter.

Pelas redes sociais, milhares de mulheres (e homens simpatizantes) publicaram fotos de apoio à conscientização. Na maioria das imagens, as pessoas aparecem segurando um cartaz com o nome da campanha ou com outras mensagens de repúdio ao machismo e à prática do estupro.

Apesar disso, a campanha acabou atraindo pessoas com opiniões divergentes e, inclusive, criminosos. A Polícia Federal de Brasília já investiga alguns perfis que publicaram na página da campanha mensagens ameaçadoras e de apologia ao estupro. Houve casos mais extremos, onde alguns homens postaram a própria foto afirmando que já estupraram e irão cometer novamente o ato.

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