Caminhão de carga é roubado e funcionários ficam 'reféns' em Contagem

Vítimas, que estavam ajudando na transferência dos materiais para outro carro, contaram que ficaram mais de cinco horas em poder dos bandidos; militares encontraram com os ladrões cópias de camisas da Polícia Civil, giroflex e até um bloqueador de sinal de satélite

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Dois homens foram presos suspeitos de participarem do assalto a um caminhão de carga em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, nessa quinta-feira (3). Durante a ação, eles teriam feito dois funcionários da empresa reféns por mais de cinco horas.

Segundo a Polícia, Fábio Amarantes Milagres, de 31 anos, e Leonardo Bicalho Lobato, de 42, roubaram o veículo da Rapidão Cometa, que estava carregado com tênis,mochilas e capacetes no bairro Chácara Cotia. Na versão dos funcionários, o crime aconteceu por volta das 16h30, mas eles só foram localizados depois de 21h30.

Os militares do 18º Batalhão chegaram à rua 8 após receberem denúncias que homens estavam tirando materiais do caminhão e passando para um Fiat Ducato. Quando chegaram ao local, os militares encontraram os funcionários da empresa realizando a transferência. Eles, que estavam em companhia de Milagres e Lobato, contaram que havia sido roubados e estavam em poder dos bandidos.

Dentro do veículo roubado, a corporação encontrou uma réplica de fuzil, uma pistola 365, duas cópias de camisa da Polícia Civil, um giroflex,um carregador de pistola semiautomática, R$ 3.420 em dinheiro e um bloqueador de sinal de satélite, que dificultaria o rastreamento do caminhão.

No sofá do apartamento de Lobato, a polícia ainda encontrou alguns pares de tênis, que segundo ele, teriam sido vendidos por Milagres no valor de R$ 50 cada. Próximo ao imóvel também foram localizados um Hunday Tucson e uma Fiorino que serviam para o transporte de produtos roubados. Os veículos estavam com as placas adulteradas e um dele tinha uma queixa de roubo.

A dupla foi encaminhada à 6ª Seccional de Contagem. Os funcionários também foram conduzidos e devem prestar esclarecimentos sobre o caso, uma vez que eles estavam fazendo a transferência da mercadoria e apresentaram versões contraditórias.

A reportagem de O TEMPO tentou contato com a Rapidão Cometa, mas ninguém foi localizado para comentar o caso.  

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