Investimentos de R$ 6,4 bi

Samarco inaugura pelotização em Anchieta (ES) e capacidade de produção será ampliada em 37%

iG Minas Gerais | ana paula pedrosa |

Pelotas do disco de pelotamento da unidade de Ubu da Samarco
Jeferson Roccio/Divulgação
Pelotas do disco de pelotamento da unidade de Ubu da Samarco

Anchieta (ES). A Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela australiana BHP Billiton, inaugurou ontem sua quarta pelotização na unidade de Ubu, em Anchieta (ES), num investimento de R$ 6,4 bilhões que vai aumentar em 37% a capacidade de produção da empresa, chegando a 30,5 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano. O empreendimento gigante já pode sinalizar uma nova ampliação futura, já que a empresa passa a contar com três minerodutos com capacidade para transportar 45 milhões de toneladas por ano – ou 47,5% a mais do que a produção máxima prevista. Por enquanto, o segundo mineroduto será desativado, e a capacidade de transporte em operação será de 36,5 milhões de toneladas. O diretor-presidente da empresa, Ricardo Vescovi, disse que a prioridade é consolidar a quarta pelotizadora, antes de pensar em uma nova obra. O investimento incluiu um terceiro concentrador e um terceiro mineroduto, ambos na unidade de Germano, entre Ouro Preto e Mariana, região Central de Minas Gerais, além da quarta pelotizadora e da ampliação do porto, no Espírito Santo. De acordo com a empresa, já existe mercado para o aumento de produção previsto com a quarta pelotização. “Nossa expansão é casada com a dos nossos clientes”, diz Vescovi. Individualmente, a China é o maior país comprador, com 15% do total. Nos últimos anos, a Samarco empenhou-se em diversificar os mercados compradores, para reduzir a dependência do mercado chinês. Países do Oriente Médio e Norte da África respondem por 30% das compras. O diretor-presidente disse que o rebaixamento da nota da mineradora de BBB para BBB- pela Standard & Poor’s, na semana passada, não deve alterar os negócios da empresa. Ele explicou que o rebaixamento não se deve a problemas na empresa e, sim, ao rebaixamento da classificação do risco soberano do Brasil. Petrobras e Eletrobras também passaram a ter classificação menor pelo mesmo motivo. Capacidade. A obra do terceiro mineroduto da Samarco passou por 1.284 propriedades em 400 quilômetros de tubos. O mineroduto passa por 25 municípios em Minas e no Espírito Santo. Inicialmente projetado para transportar 10 milhões de toneladas por ano, o duto teve a capacidade duplicada, tanto por questões econômicas, quanto para reduzir os transtornos de uma eventual nova expansão. Segundo a empresa, o gasto para duplicar a capacidade foi a metade do que seria necessário para fazer um novo mineroduto no futuro. Durante a obra não foram construídos alojamentos, graças a um trabalho da empresa para capacitar a rede hoteleira das cidades afetadas. Durante a obra, a empresa monitorou os impactos sociais e econômicos nas cidades e afirma que houve diálogo com as comunidades para identificar suas necessidades. “É a mineração do futuro”, disse Vescovi. A repórter viajou a convite da Samarco

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave