Cinco empresas entram na licitação de gasoduto em MG

Obra, orçada em R$ 1,8 bi, será feita entre Betim e Uberaba

iG Minas Gerais | Pedro Grossi |

História. Graça Foster, então diretora de gás e energia da Petrobras, assina protocolo com Anastasia
Agência Petrobras/Divulgação
História. Graça Foster, então diretora de gás e energia da Petrobras, assina protocolo com Anastasia

Cinco empresas entregaram os documentos de habilitação para participar da licitação, aberta pela Gasmig, para a construção do gasoduto entre Betim e Uberaba, no Triângulo Mineiro. A documentação está sendo analisada para que, em um segundo momento – ainda sem data –, sejam abertas as propostas comerciais. A obra está estimada em R$ 1,8 bilhão.

A construção do gasoduto foi a condição imposta pela Petrobras para definir a cidade de Uberaba como sede da planta de amônia. Sem a garantia do gás, segundo a empresa, o empreendimento seria inviável. O processo chegou a ficar seriamente ameaçado devido a um desentendimento jurídico sobre a modalidade de transporte do gás. O projeto original, que previa o transporte do insumo de Ribeirão Preto, em São Paulo, até Uberaba, no Triângulo, foi desaconselhado pela Advocacia Geral da União (AGU), que se valeu de uma interpretação da Constituição que diz que o transporte de energia é de competência dos Estados. A alternativa, com o gás saindo da região metropolitana, acabou sendo a única saída, embora com custos até três vezes maior.

Para não correr o risco de ficar sem a planta de amônia, que já estava sendo pleiteada por São Paulo, o governo de Minas resolveu assumir a construção do gasoduto. Apesar do custo mais alto, a construção do gasoduto pela Gasmig – que tem a Cemig como principal acionista – vai atender também ao pleito de outras cidades como Araxá, Igarapé e Divinópolis, que poderão se beneficiar com a passagem do gás. Segundo projeções da Cemig, até 2020 o consumo de gás no Estado pode alcançar 37,7 milhões de m³ por dia – quase 10 vezes mais do que o que é comercializado atualmente pela Gasmig. Desde 2010, a companhia fornece gás para indústrias instaladas no Vale do Aço, como a Cenibra e a ArcelorMittal.

Indústria. O investimento da Petrobras na construção da planta será de R$2,3 bilhões, com projeção de produção de 1.500 toneladas diárias de amônia. A planta deverá consumir 1,2 milhão de m³ de gás por dia.

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