Teles lideram reclamações

Ranking lista as 50 empresas mais denunciadas por lesar os direitos dos consumidores

iG Minas Gerais | Jáder Rezende |

As empresas de telefonia continuam liderando a lista dos piores prestadores de serviço na capital mineira, de acordo com o 22º ranking do Procon da Prefeitura de Belo Horizonte. Publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município (DOM), a lista traz a relação das 50 empresas que mais receberam reclamações dos consumidores belo-horizontinos em 2013.

Ainda no topo da mais recente publicação do órgão vêm as empresas de TV a cabo e internet, instituições bancárias e grandes lojas do varejo. A meta do Procon da PBH, de acordo com a coordenadora Maria Lúcia Scarpelli, é estimular, por meio de campanhas mais agressivas, os 70% da população da capital que ainda não buscam fazer valer seus direitos.

A Oi encabeça a lista do novo ranking das empresas que mais lesam os consumidores, com 21,36% das reclamações devidamente fundamentadas. Em seguida, entre as empresas de telefonia, vêm a Claro e a TIM, respectivamente com 3,74% e 1,48%.

Entre as grandes redes do varejo, a que mais recebeu queixas e notificações foi a Ricardo Eletro, com 2,25% e, entre os bancos, o destaque foi para o BMG, com 2,20% das queixas. Scarpelli observa que o número real de reclamações é pelo menos cinco vezes maior. “Os processos que não foram levados a cabo não constam no cômputo”, pondera.

Para Scarpelli, resta à grande maioria da população assimilar o Código de Defesa do Consumidor e recorrer aos Procons em todas as suas instâncias disponíveis, sejam elas municipais ou estaduais. “O consumidor não deve desistir nunca. É passada a hora de bem mais desses 70% que se calam começarem a selecionar o mercado, boicotar os maus prestadores de serviço e priorizar os que andam na linha”, diz Scarpelli.

O coordenador do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcelo Barbosa, lamenta a rotina estabelecida pelas operadoras de telefonia nas divulgações de listas do gênero país afora. “Lideram porque a massa de consumidor é a mesma. São 270 milhões de chips habilitados no país, mas não há qualidade no serviço prestado”, avalia Barbosa é mais um a lamentar a inércia da maioria dos consumidores quando o assunto é a defesa dos seus próprios direitos.

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