Corrupção é o ralo, dizem especialistas

iG Minas Gerais |

Revisar o modelo tributário brasileiro seria um passo importante na avaliação do professor de Direito da pós-graduação do Ibmec/BH, Henrique Machado Azevedo. “Só que não é só isso. Não adianta ter um modelo adequado e ter a corrupção que temos hoje”, diz. O advogado tributarista do escritório Coimbra & Chaves, Paulo Roberto Coimbra, observa que a arrecadação do país é eficiente, confirmada pelos recordes ano a ano. “O problema é a aplicação dos recursos, é no gastos. Daí, a necessidade de combater a corrupção”, analisa.

Ele observa que nos países escandinavos, os tributos chegam a ultrapassar 40% do PIB. “Entretanto, o cidadão recebe serviços públicos de qualidade. Aqui, mesmo que o percentual seja menor, a percepção é mais onerosa. Afinal, o cidadão, além de pagar os tributos, tem que pagar plano de saúde, escola, entre outras coisas”, diz.

Para o professor de Direito Tributário do curso de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Jardim, a alta tributação no país, entre outros impactos negativos, ajuda a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros. (JG)

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