Mundo de dores e culpas

iG Minas Gerais |

Nós, humanos, somos seres em busca de liberdade e de felicidade, mas vivemos em um mundo de dores e culpas. Nunca podemos expressar os nossos pensamentos livremente, ou impunemente. Na semana passada, escrevi sobre a dificuldade que as pessoas têm em aceitar críticas. Os desdobramentos renderam a demissão de um profissional, que ao seu estilo, externava um pensamento misturado a um sentimento. Palavras fortes que ecoaram pelos labirintos, quase puritanos, dos que se sentiram na obrigação de uma resposta, não ao profissional, mas à sociedade. Vivemos em um mundo moderno, de uma tecnologia que evolui a passos largos, e todos os dias alguém é vitima de sua própria criação. Lélio Gustavo não foi o primeiro e nem será o último. Precisamos entender que somos uma ilha cercada de regras por todos os lados e com juízes implacáveis. E, no campo das vaidades, o perdão não costuma ser cultivado. A servidão e a humilhação aparecem para muitos até como opção de vida, mas os que têm a dignidade como princípio dão a volta por cima e encontram um caminho novo, mais fortalecido e consciente das amarras que nos cercam. No nosso meio precisamos provar sempre que a vida pode ser a construção de um caminho de liberdade.

Filosofia. A filosofia é uma forma de observar a realidade e procura pensar os acontecimentos além da sua aparência imediata. Ela pode se voltar para qualquer objeto: pode pensar sobre a ciência, seus valores e seus métodos; pode pensar sobre a religião, a arte; o próprio homem. A filosofia é uma maneira de pensar e é também uma postura diante do mundo. No futebol, a filosofia é burra.

Coelho. O América de extremos está de volta. Contrata muito e rende pouco. Treina de um jeito e joga de outro. Se espera o fracasso e vem a glória. O Coelho desperta a admiração e o ódio de torcedores de outros times. É um grande clube em busca de um time de respeito. Essa vitória no Acre pode ser o começo de uma história recheada de bons momentos para a nação americana.

Atlético. Até o fechamento desta coluna, o jogo do Atlético, na Colômbia, não havia começado. Independentemente do que tenha acontecido, o Galo ainda é forte e briga pelo título. Só que existe algo estranho no ar, que leva parte da torcida a desconfiar do sucesso e do rendimento do time em campo.

Cruzeiro. Os últimos dias foram de apreensão para o torcedor cruzeirense. Todos encarando o jogo no Chile como uma verdadeira decisão. Ponto de partida ou de final de ciclo. Os otimistas estavam acreditando na vitória e tinham seus motivos. Motivos também não faltaram para os pessimistas de plantão. A história da Libertadores se escreve com momentos de amor e drama.

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