Aulas de pintura viram uma espécie de ‘caça-talentos’

iG Minas Gerais |

Nova York. No caso de Vincent Cass, a sabedoria muitas vezes se revela por meio de tiradas e de uma honestidade brutal a respeito da vida, sua situação e o poder renovador da pintura.

Quando ele chegou à Casa Hebraica em outubro do ano passado, ele não tinha interesse em participar das aulas de artes, mesmo quando outro morador o convidou. “O que eu vou fazer em uma aula dessas?”, recordou Cass. “O único pincel que já tinha passado por minhas mãos era o de pintar paredes”. Com o tempo, ele acabou cedendo: “Não dá pra passar o dia inteiro lendo e assistindo TV”.

Ele passou a fazer as aulas de arte da casa de repouso, realizadas em um estúdio espaçoso de 120 m². Depois de algum tempo, ele começou a pintar e revelou-se que o que estava lá era intrigante e poderoso: uma explosão de cores e padrões complexos de pinceladas. “Ele é sensacional”, afirmou Allison Burke, professora de artes. “Suas pinturas têm muita vitalidade e ele tem um ótimo olho para cores”. Cass gosta do elogio. “Quem sabe, talvez eu seja um novo Van Gogh?”, questionou, mostrando um grande sorriso.

Embora ninguém esteja comparando esse Vincent com aquele, a qualidade de suas obras impressionou algumas pessoas. “Seus trabalhos são tão fluidos”, afirmou Laura Lynch, diretora de Educação do Museu de Arte de Nassau County, em Roslyn, em Nova York. (JH/NYT)

 

Produção

Ritmo. Cass trabalha a um ritmo extremo. Desde o início de fevereiro, ele já produziu 15 pinturas a óleo – uma média de uma por semana desde que começou a pintar em novembro.

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