Almir e a reinvenção da viola

Artista retorna a Belo Horizonte com seus sucessos para apresentação única na cidade, hoje no Cine Theatro Brasil

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

No palco. Almir Sater está constantemente na estrada apresentando seu repertório que tem admiradores por todo o país, calcado na forma peculiar de tocar a viola caipira
NAMOUR ART / DIVULGAÇÃO
No palco. Almir Sater está constantemente na estrada apresentando seu repertório que tem admiradores por todo o país, calcado na forma peculiar de tocar a viola caipira

O violeiro e cantor Almir Sater faz parte daquele grupo de artistas que já estiveram sob os holofotes da grande mídia e que conseguiram manter-se firmes no cenário musical devido ao valor de suas criações. No caso dele, o diferencial foi o regaste da viola de 10 cordas, conhecida como viola caipira, para base de belas composições (a maioria escrita por ele mesmo) que flertam com outros estilos musicais, como blues e rock.

Essa premissa garante a Sater turnês bem-sucedidas e praticamente ininterruptas em todo o país. Hoje, ele se faz apresentação única em Belo Horizonte, no Cine Theatro Brasil Vallourec. Mas a aceitação dele ultrapassa os limites da capital e adentra para todos o Estado. “Tenho um prazer imenso em tocar em Minas Gerais e o bom é que quase todo o dia estou fazendo um show aí”, brinca o cantor, que não hesita em afirmar: “É daí a melhor escola de caipira”.

O constante retorno aos mais diversos palcos mostra o quão apreciado é o repertório do show que não deixa de fora clássicos como “Cavaleiro da Lua”, “Trem do Pantanal” e “Chalana”. “Da cidade mais simples à mais sofisticada eu apresento uma síntese do meu trabalho”, afirma.

Para ele, o sucesso acerca de seu trabalho, principalmente de certas músicas, é ainda um mistério. “Fiz algumas músicas que não eram tão importantes para mim e achei que não fossem durar. Mas aí algumas pessoas se apegaram de forma tão forte a elas que não pude entender. Acho que bate no consciente coletivo”, comenta.

Não só bate, como fica. Em seus dez discos lançados durante toda sua carreira, Sater apresenta modas de viola com melodias que remetem à cultura do interior, porém suas letras ultrapassam categóricas essas fronteiras por meio da beleza. “Para mim o importante é que haja emoção em qualquer canção”, comenta.

Trajetória. Almir Eduardo Melke Sater, 57, nasceu no Mato Grosso do Sul e desde pequeno tocava viola. Estudou direito no Rio de Janeiro. O primeiro disco, “Estradeiro”, foi lançado em 1981, contando com a participação de Tetê Espíndola, Paulo Simões e Alzira Espíndola.

Começou a chamar atenção nacionalmente, quando teve sua composição “Luzero” escolhida para ser o tema de abertura do programa “Globo Rural”, da TV Globo.

Na televisão, estreou em 1990 como ator na novela “Pantanal”, de Benedito Ruy Barbosa, na extinta Rede Manchete, que se tornou grande sucesso na teledramaturgia brasileira. No ano seguinte, foi protagonista de “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, de Marcos Caruso. Participou ainda das novelas “O Rei do Gado” (Rede Globo, 1996) e “Bicho do Mato” (Rede Record).

Além do tom peculiar e diferenciado na viola caipira, à qual agregou um toque mais sofisticado ao instrumento e estilos como blues e rock, o músico não dispensa o violão folk de 12 cordas, que alternados, produzem um espetáculo original e de primeira qualidade.

Agenda

O quê. Show Almir Sater

Quando. Hoje, às 21h

Onde. Cine Theatro Brasil Vallourec (rua dos Carijós, 258, centro)

Quanto. De R$ 150 a R$ 180 (inteira)

Parceiros

Dentre os principais nomes com os quais Almir Sater realizou parcerias musicais estão Renato Teixeira e Sérgio Reis.

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