Servidores da Fhemig protestam por melhores salários e jornada menor

Categoria quer que governo cumpra acordo feito em 2013 para a redução da jornada de trabalho

iG Minas Gerais | Da redação |

Servidores da Fhemig que estão em greve fizeram um protesto na frente do Hospital Alberto Cavalcanti
OSVALDO RAMOS
Servidores da Fhemig que estão em greve fizeram um protesto na frente do Hospital Alberto Cavalcanti

Cerca de 200 servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), entre técnicos de enfermagem, farmacêuticos, enfermeiros e psicólogos, fizeram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (3), em frente ao Hospital Júlia Kubistchek, no bairro Araguaia, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Funcionários do Hospital Cristiano Machado, em Sabará, na região metropolitana da capital, também participaram da mobilização com carro de som, faixas e cartazes.

Os trabalhadores protestaram pelo descumprimento do acordo feito em 2013 com o governo que reduziria a jornada de trabalho para 30 horas semanais, além da reivindicação pelo aumento de salário. Após o ato, servidores de várias áreas da saúde se reuniram para definir a programação das próximas manifestações. No dia 9 de abril haverá uma nova assembleia, na qual a categoria deve decidir se entra ou não em greve.

"Esperamos que essa situação seja resolvida e que o governo se reúna com o sindicato e negocie com seriedade. Também queremos uma solução para o plano de carreira e para a questão salarial. Estamos sem reajuste há mais de três anos", afirma a diretora do Sind-Saúde-MG, Neuza Pereira. Segundo ela, um novo protesto está marcado para a próxima segunda-feira (7), a partir das 9h, na entrada da Maternidade Odete Valadares, no bairro Prado, região Oeste da capital. Trabalhadores da Colônia Santa Isabel, de Betim, na região metropolitana, também vão participar do movimento.

De acordo com o Sind-Saúde-MG, todas as atividades foram normalizadas a partir do meio-dia. A assessoria de imprensa da Fhemig confirmou a informação de que a paralisação não afetou o atendimento. Na tarde dessa quarta-feira (2), servidores da fábrica de medicamentos e pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) também paralisaram as atividades. A categoria pede reajuste salarial, revisão do plano de carreira e melhores condições de trabalho.

Leia tudo sobre: fhemig