Eduardo Hungaro elogia Botafogo, mas vê ataque pouco efetivo

Fogão perdeu, em casa, para os chilenos do Unión Española

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Treinador gostou do time, mas cobrou mais do seu ataque
Divulgação/Botafogo
Treinador gostou do time, mas cobrou mais do seu ataque

O técnico do Botafogo, Eduardo Hungaro, elogiou a atuação do time na derrota por 1 a 0 para o Unión Española, sofrida na noite da última quarta-feira, no Maracanã, mas admitiu que faltou mais efetividade ao ataque do time no confronto que complicou a vida da equipe brasileira na Copa Libertadores.

O treinador reconheceu que o desfalque de Ferreyra, que estava suspenso e funciona como homem de referência na frente pelo seu próprio porte físico, pesou para os botafoguenses. Mesmo sem o atleta e sofrendo para criar jogadas ofensivas, o time abusou dos cruzamentos na área, e acabou não tendo sucesso.

"Jogamos mais bolas aéreas do que quando Ferreyra está em campo. Apareceram as jogadas pelo fundo, conseguimos avançar mais com a bola. Os jogadores optaram por essa solução. Não fomos eficientes. Faltou uma presença efetiva dentro da área", ressaltou Hungaro, ao mesmo tempo em que valorizou a boa atuação defensiva do rival chileno.

"Acho que a gente fez um primeiro tempo muito bom, tivemos sete ou oito escanteios, eles tiveram um só, o que significa que conseguimos chegar muito próximo da baliza deles. Mas o que acontece é que as equipes se fecham atrás, se trancam. Hoje o Unión Española veio aqui, não criou uma jogada de perigo, mas em um contra-ataque conseguiu achar o pênalti e o gol. Não é fácil enfrentar essa pressão de vencer e encontrar uma equipe organizada defensivamente, e com uma proposta bem definida. Eles têm méritos", admitiu o comandante.

O treinador, entretanto, exibiu otimismo em relação ao jogo no qual o Botafogo enfrentará o San Lorenzo, na próxima quarta-feira, em Buenos Aires. Vice-líder do Grupo 7 da Libertadores, a equipe carioca não poderá perder e ainda terá de torcer contra o Independiente Del Valle em partida diante do já classificado Unión Española, no Chile.

"Faltou tranquilidade no último passe, na finalização. Temos que ver esse lado negativo, ser mais objetivo na hora que a oportunidade aparece, mas agora é o momento de estar de cabeça em pé e de estarmos mentalmente fortes. Estamos em segundo lugar e temos chance de se classificar até com um empate na Argentina. Temos que ver os aspectos positivos", finalizou.

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