Projeto Ocupação 3.0 mostra a produção do interior do Estado

Cia Drástica e Uma Cia serão responsáveis por atividades na Funarte MG de maio a novembro

iG Minas Gerais | gustavo rocha |


“O Hóspede” é um dos espetáculos que integram a programação
FABIANO LANA
“O Hóspede” é um dos espetáculos que integram a programação

É notório, quando se considera a produção de artes cênicas, mas também em outros campos, que as capitais costumam projetar suas sombras sobre as cidades do interior. Seja por quantidade, qualidade ou ainda por fatores econômicos, a cena das capitais acaba sendo sempre mais prolífica. Pois tem início hoje, na Funarte, um projeto que procura inverter essa lógica e trazer à capital mineira uma boa amostra da produção do interior do Estado. Concebido pelas companhias Drástica e Uma, a mostra se estende de maio a novembro.

“Nosso trabalho se abre em três diretrizes: Mostra de Espetáculo, Escola no Teatro e Processo. A ideia principal é trazer um público diferente daquele que frequenta o teatro”, ressalta Carloman Bonfim, integrante da Companhia Drástica, uma das proponentes do projeto Ocupação 3.0.

Embora faça parte de um grupo que tem espetáculos em repertório, ele explica que a ideia era trazer a Belo Horizonte uma mostra de espetáculos do interior de Minas e também de outras regiões do país. No total, adianta, serão seis espetáculos do interior, cinco da região metropolitana de BH e outros dois vindos de outros Estados. Completam a programação de espetáculos o Terceiro Campeonato Mineiro de Impro, assim como a mostra BH in Solos, com espetáculos de apenas um intérprete, idealizada por Robson Nunes.

Formação. Dando início a outra face do projeto, Bonfim ministrará a partir de hoje a oficina “Jogos Teatrais para Professores”. “A gente tenta capacitar os educadores para que eles consigam inserir na rotina de sala de aula os jogos teatrais para ensinar o seu conteúdo específico”, destaca. Na tentativa de aproximação do teatro com a educação, o projeto ainda prevê espetáculos especialmente destinados a alunos de escolas da capital.

Intitulado “Processos”, o último eixo do projeto oferece ao público a oportunidade de participar de oficinas e acompanhar procedimentos criativos em artes cênicas. “Teremos ateliê de figurino, crítica teatral e oficinas específicas para pessoas de teatro. Nossa ideia é incentivar que surjam novos figurinistas, por exemplo, considerando que eles andam em falta na cidade. Além disso, há uma crescente produção de críticas em blogs, o que é muito interessante”, ressalta Bonfim.

As companhias responsáveis pelo projeto também planejam um trabalho de criação coletiva, baseada no match de improvisação, técnica praticada pela Uma Companhia. A previsão de estreia é setembro.

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