Coca Cola pagará multa a consumidor que achou plástico em bebida

Jovem entrou na Justiça contra a frabricante depois de beber um refrigerante e encontrar um objeto dentro da garrafa

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Um consumidor deverá receber R$ 15 mil reais da empresa Spal Indústria Brasileira de Bebidas - Coca Cola - por danos morais. O valor é referente a uma multa estipulada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O juiz da 20ª Vara Cível de Belo Horizonte, Renato Luiz Faraco, condenou a empresa após o consumidor entrar com uma ação por ingerir uma bebida fabricada pela Coca Cola com um plástico dentro.

Durante a ação a empresa se defendeu afirmando que é impossível a contaminação de produtos dentro da sua linha de produção. Alegou que o processo de engarrafamento do refrigerante é totalmente automatizado, obedecendo a padrões de segurança e de qualidade, e que existem diversas inspeções automatizadas e humanas durante todas as etapas.

O magistrado acredita que os produtos e os serviços colocados no mercado de consumo não podem oferecer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores e que são os fornecedores do produto os responsáveis por possíveis problemas.

O juiz entendeu que o corpo estranho encontrado na garrafa de refrigerante expôs o consumidor a risco eminente e com possibilidade de lesão à saúde. “Encontrar um corpo estranho em uma garrafa de refrigerantes provoca sensação de asco e repugnância, que poderá se repetir todas as vezes em que (ele) se estiver diante do produto, configurando sofrimento psíquico passível de reparação”, concluiu.

Empresa

A Coca Cola afirmou em nota que cumpre todas as decisões judiciais e tem como política não se pronunciar sobre processos em andamento.

E terminou afirmando que processo de fabricação de seus produtos, desde a recepção da matéria-prima e embalagens até a sua disponibilização aos pontos de venda, segue os mais rigorosos procedimentos, garantindo assim que estes cheguem às mãos do consumidor dentro dos mais altos padrões de excelência e qualidade.

Entenda

Em 2009, um consumidor, em 25 de março, foi a um restaurante para almoçar e, após ter ingerido cerca de 200ml do produto, percebeu que havia dentro da garrafa um objeto misturado ao líquido.

Na Justiça, o consumidor alegou que a ingestão do produto poderia ter acarretado prejuízos à sua saúde. Ele ainda tentou contato com

Com TJMG

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