Café Pasaje: o berço do Santa Fe, próximo adversário do Atlético

Tradicional estabelecimento marca a história do clube da capital colombiana por ser o local onde, em 1941, agremiação foi criada

iG Minas Gerais | FERNANDO ALMEIDA |

Luis Rodríguez (fundo), funcionário do café há 40 anos, é um profundo conhecedor da história do lugar
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Luis Rodríguez (fundo), funcionário do café há 40 anos, é um profundo conhecedor da história do lugar

Bogotá, Colômbia - Adversário do Atlético nesta noite de quinta-feira, o Independiente Santa Fe completou 73 anos em 28 de fevereiro deste ano e, mais uma vez, um lugar especial de Bogotá foi enfeitado com as cores dos Cardinais, o branco e vermelho. O tradicional Café Pasaje marca a história do clube da capital colombiana por ser o local onde, em 1941, estudantes de direito da Universidad del Rosario se encontraram novamente e firmaram oficialmente a fundação do Santa Fe, o Expresso Vermelho.

A reportagem de O TEMPO visitou o local e pincela algumas peculiaridades deste café fundado em 1936 e que sempre pensa em adequar-se à época, mas sem fugir de suas tradições.

O Café Pasaje fica no coração histórico do centro de Bogotá, ao lado da universidade onde estudavam os fundadores do Santa Fe, ao redor da Plazoleta del Rosario. Apesar da proximidade com esta área estudantil, o estabelecimento segue sendo frequentado por indivíduos de todas as idades.

No café apenas uma pequena placa deixa clara a história sobre a fundação do Santa Fe, mas todos que convivem neste local estão cientes da importância do lugar para a construção do Leão Vermelho. A plaqueta foi dada pelo próprio clube aos donos do Pasaje no aniversário de 62 anos da agremiação alvirrubra.

“A família Vázquez, dona do Pasaje, recebeu com muito orgulho esta placa em reconhecimento à participação do café na fundação do Santa Fe. Hoje continuamos sendo um local onde se reúne pessoas de todos os tipos e, claro, os amantes do futebol”, disse German Arias, garçom do estabelecimento.

Sentado num canto do café estava Luis Rodríguez, funcionário do estabelecimento há 40 anos, um profundo conhecedor da história do lugar. Queixando-se de dores na perna, ele apenas disse estar feliz em trabalhar num local como este, fato que o completa como homem.