Pesquisa dá importante passo para a regeneração de músculos

Americanos cultivaram, em laboratório, um músculo que funciona e ainda se regenera, abrindo possibilidade para reparar danos em humanos

iG Minas Gerais | Da Redação |

The New York Times
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Cientistas americanos cultivaram um músculo em laboratório que não apenas parece e funciona como um músculo de verdade, como também se regenera - um passo significativo na engenharia de tecidos.

Os pesquisadores esperam que esse músculo possa ser usado para reparar danos em humanos, conforme experimentos bem-sucedidos em ratos. Os resultados estão descritos na publicação científica "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Os estudiosos da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, dizem que seu sucesso se deve à criação do ambiente perfeito para o crescimento de um músculo - fibras musculares contráteis bem desenvolvidas e um conjunto de células-tronco imaturas, conhecidas como células satélites, que podem evoluir para um tecido muscular.

Durante os testes, o músculo cultivado em laboratório contraía bem e se mostrou forte, capaz de reparar-se usando as células satélites depois que os pesquisadores usaram uma toxina para danificá-lo. Quando foi enxertado em ratos, o músculo pareceu se integrar bem ao resto do tecido circundante e começou a fazer o trabalho que lhe é exigido. Os pesquisadores dizem que mais testes são necessários antes que eles possam transferir a pesquisa para seres humanos.

"O músculo que fizemos representa um importante avanço para o campo de pesquisa", disse o chefe da pesquisa, Nenad Bursac. "É a primeira vez que um músculo desenvolvido em laboratório contrai tão fortemente quanto um músculo esquelético neonatal (recém-nascido) nativo", completou.

Há uma grande esperança na comunidade científica de que as células-tronco, que podem se transformar em qualquer tipo de tecido, transformarão a medicina regenerativa. Os cientistas já fizeram minifígados e rins no laboratório. Outros têm pesquisado a possibilidade de remendar o músculo cardíaco com células-tronco. Mas tratamentos ainda devem demorar alguns anos até que cheguem a clínicas e hospitais.

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