Sai decreto sobre aportes a distribuidoras de energia

Conforme anunciado pelo governo, plano prevê financiamento às empresas por meio de empréstimos obtidos de bancos, no valor de R$ 8 bilhões, que serão intermediados pela CCEE

iG Minas Gerais | DA REDAÇAO |

O governo publicou nesta quarta-feira (2), no Diário Oficial da União (DOU) o esperado Decreto 8.221, que define as regras do plano de aportes e empréstimos às distribuidoras de energia elétrica para que elas possam ter fôlego e cobrir os gastos extras com a compra de energia mais cara neste ano de 2014.

Conforme já anunciado pelo governo, o plano prevê financiamento às empresas por meio de empréstimos obtidos de bancos, no valor de R$ 8 bilhões, que serão intermediados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O documento determina que a CCEE crie e mantenha uma conta específica para honrar o compromisso. Trata-se da Conta no Ambiente de Contratação Regulada (Conta-ACR), destinada a cobrir - total ou parcialmente - as despesas das distribuidoras decorrentes da exposição involuntária no mercado de curto prazo e do despacho de usinas termelétricas.

Segundo a norma, Caberá à CCEE contratar as operações de crédito para compor a Conta-ACR. A instituição também deverá repassar os custos decorrentes dos empréstimos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Já a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) será responsável por homologar, mensalmente, os valores a serem pagos pela Conta-ACR a cada distribuidora, "considerando a cobertura tarifária vigente".

O decreto diz ainda que o saldo da Conta-ACR poderá ser usado como garantia para as operações de empréstimos, inclusive por meio de cessão fiduciária.

O texto destaca também que os recursos referentes à cobertura da aquisição de energia mais cara serão repassados da CDE às distribuidoras apenas este ano, para bancar operações realizadas até 31 de dezembro.

Os recursos que irão compor a CDE para cobrir esses gastos virão de cotas pagas por todas as distribuidoras, mediante encargo tarifário, e de repasses feitos pela União, na forma da lei. O recolhimento de cotas das distribuidoras à CDE para bancar aquisição de energia mais cara será feito durante cinco anos.

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