Jornalista chileno "disseca" La U e revela detalhes do rival da Raposa

Rodrigo Mujica, da Fox Sports Chile e do portal PrensaFutbol, cita em entrevista os pontos positivos e negativos da Universidad de Chile

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

O Cruzeiro pode se encher de esperança ou jogar a toalha após o jogo decisivo com a Universidad de Chile (CHI), nesta quinta, às 20h45, no estádio Nacional, em Santiago, no Chile. Dependendo apenas de si para avançar às oitavas de final da Copa Libertadores, só a vitória interessa aos celestes, sendo que qualquer outro resultado pode impedir o sonho do tricampeonato continental. Em segundo lugar no Grupo 5 com nove pontos, a La U tem alguns trunfos para o duelo desta quinta. No entanto, a Raposa, terceira colocada na chave com quatro pontos, pode aproveitar de algumas falhas cometidas pelos chilenos. Em entrevista ao Super FC, o jornalista Rodrigo Mujica, que trabalha na Fox Sports Chile e no portal PrensaFutbol, “dissecou” a Universidad de Chile e destacou os pontos positivos e negativos do clube. Veja o que disse o periodista chileno sobre a La U: A goleada pelo placar de 5 a 1 no primeiro encontro entre Cruzeiro e La U motivou alguma mudança no time de Santiago? No primeiro jogo, a La U atuou no 3-4-1-2. Agora tem utilizado, permanentemente, o esquema 4-4-2. A equipe firmou bem sua linha defensiva e tem um meio-campo bem acertado. Com isso, o time tem mostrado solidez jogando em casa e vai jogar em cima dos contra-ataques do Cruzeiro, que necessita muito do triunfo. O time de Cristián Romero defende muito bem, incomoda bastante os adversários que gostam de atacá-lo. A La U venceu o último clássico diante da Universidad Católica por 3 a 0, aproveitando, justamente, da estratégia dos contragolpes e das falhas defensivas do rival. Qual o grande defeito desse time que você tanto elogia o sistema defensivo? O grande defeito é o jogo ofensivo pelas pontas, já que a equipe centraliza muito suas ações. Na frente, Patricio Rubio recuperou o bom futebol e tem sido o destaque nos últimos jogos. Fale do ambiente que o grande encontro entre chilenos e brasileiros já proporciona em Santiago... A ansiedade existe, por isso os titulares estão sendo totalmente poupados para o jogo com o Cruzeiro. Já são mais de dez dias de preparação específica, sem jogos. E a expectativa aumenta, tendo em conta que, com um empate, a La U pode selar sua ida às oitavas de final da Libertadores. Mas, sabe-se que a Universidad de Chile enfrentará um rival de muito renome e que virá a Santiago com grande necessidade e obrigação de sair para o ataque. Você falou em renome. Como o Cruzeiro é visto no Chile? Por nome, história e plantel, além do que fez no jogo de ida, aqui no Chile o Cruzeiro é muito respeitado. Tem surpreendido negativamente pelos resultados ruins diante do Defensor e Real Garcilaso, mas se sabe que o time necessita muito da vitória e é uma equipe que os adversários temem. Esperamos uma partida de alto nível, bem competitiva aqui no estádio Nacional. Além do placar elástico, o que mais chamou a atenção dos chilenos no primeiro jogo? Quer destacar algo a respeito do Cruzeiro? Na partida de ida, o Cruzeiro abriu bem o jogo pela movimentação do atacante Dagoberto. Fora esse jogador, o time de Marcelo Oliveira tem outros atletas muito qualificados, como Ricardo Goulart. Na quinta-feira estará em campo Júlio Baptista, que não esteve presente no 5 a 1, no Mineirão. Baptista é um jogador muito conhecido no Chile e só a presença dele já gera muito respeito por parte da La U. 

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