Anvisa limita insetos em alimentos

Presença de “matérias estranhas” são comuns e, em níveis baixos, não trazem risco à saúde

iG Minas Gerais |

Muito estranho. O café torrado e moído pode conter até 60 fragmentos de insetos por 25 gramas
ARQUIVO STOCXPERT
Muito estranho. O café torrado e moído pode conter até 60 fragmentos de insetos por 25 gramas

RIO DE JANEIRO. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União, na última segunda-feira, resolução (RDC 14/2014) sobre a presença de matérias estranhas em alimentos e bebidas e seus limites de tolerância.

O regulamento tem como objetivo avaliar a presença de matérias estranhas indicativas de riscos à saúde humana e de falhas na aplicação de boas práticas na cadeia produtiva de alimentos e bebidas. Segundo a Anvisa, uma matéria estranha é qualquer material que não faz parte da composição do alimento e que pode estar associado a condições inadequadas de produção, manipulação, armazenamento ou distribuição.

E todos os limites estabelecidos referem-se a fragmentos microscópicos que podem estar presente no processo produtivo, mas que não podem ser totalmente eliminados mesmo com a adoção das boas práticas.

A nova norma define dois tipos de matérias estranhas: as que indicam risco à saúde e as que não, mas demonstram falhas no processo de produção, manipulação ou armazenamento. Até o momento, segundo a agência, não existiam limites claros de tolerância para as matérias consideradas prejudiciais à saúde, cabendo à fiscalização avaliar a situação de risco de cada caso. Ainda segundo a Anvisa, as matérias estranhas indicativas de risco à saúde humana abrangem insetos, roedores e outros animais (inteiros ou em partes), além de excrementos. Objetos rígidos, pontiagudos e cortantes, fragmentos de vidro e filmes plásticos também são listados nessa categoria. Já as matérias estranhas indicativas de falhas de boas práticas incluem partes indesejáveis da matéria-prima, pelos humanos e de outros animais, areia, terra e outras partículas e contaminações incidentais.

Segundo o diretor de Regulação da Anvisa, Renato Porto, a norma dá segurança à população e à indústria de alimentos, já que os limites estabelecidos são seguros do ponto de vista da saúde e baseados nos métodos de produção de alimentos no Brasil.

“Definimos um padrão que está entre os mais rígidos do mundo, se compararmos com países que são referência na regulação de alimentos”, explica Porto.

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