O Fusca e a carreta

iG Minas Gerais |

Anteontem, dia 31 de março, foi o dia, há 50 anos, em que começaram as ações para retirar do poder o governo desgovernado de João Goulart, o Jango, que, influenciado por Brizola, seu cunhado e parceiro político, mais as centrais sindicais, pretendiam transformar nosso país numa república sindicalista. Se revolução ou golpe, como quer a esquerda festiva de hoje, isso pouco importa, pois importante foi a vitória da legalidade. Mas como legalidade se o governo legal foi deposto? O governo não era legal, ninguém votou nele, menos ainda para que o país fosse transformado numa república sindicalista da União Soviética. Cinquenta anos é pouco tempo para uma nação, mas muito tempo de vida para qualquer pessoa. É só imaginar que uma pessoa de 50 anos de idade hoje era um recém-nascido nesse tempo, e, nesse aspecto, a mente humana é companheira do esquecimento. Eu nunca pensei em socialismo, ideologia do impossível, uma quimera humana. A igualdade não é condição, mas conquista do possível. Hoje, depois de tanto tempo, uma pequena parcela de uma população grande deseja pensar e viver diferente numa sociedade estratificada entre torturados e torturadores. Aliás, a estratificação da sociedade é o procedimento e o do atual governo a pretexto de justiça social e defesa dos direitos humanos.

E os humanos direitos? O direito a uma vida com um mínimo de dignidade, porque os que governam hoje não entenderam assim quando do seu passado e quiseram fazer valer seus pontos de vista na marra, como é o caso da atual presidente da República, Dilma Rousseff. Você, pai de família, gostaria que seu filho se casasse com uma moça que, aos 21 anos de idade, estivesse aí com cabelos desgrenhados, de metralhadora em punho, assaltando bancos e “topando qualquer parada desse tipo?”. Pois é... Lamarca, Marighela e outros que se escondiam nas batinas da Igreja, que mataram e roubaram bancos ou sequestraram embaixadores estrangeiros, são heróis pensionistas às nossas custas. Chamam nossos militares de torturadores e elogiam e adoram um Guevara, que confessa espontaneamente: “Nos otros tenemos que decidir aqui lo que es una verdade conocida: fusilamientos, si, hemos fusilado; fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necessário”. Palavras do assassino cruel em 1974 na tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York (revista “Veja”). Após seis anos de execuções sumárias, de vítimas que chegavam ao paredão exauridas, pois delas se tirava até parte do sangue para transfusões, Guevara foi o único guerrilheiro a matar muito mais gente de mãos atadas e olhos vendados do que em combate, que, ao contrário da lenda, ele evitava mais que o banho. Porco de corpo e alma, digo eu. Mas tudo tem seu tempo, é só esperar. Como a hipotética ameaça da carreta para o Fusca que fustigava: na subida ocê me aperta, na descida, nós acerta...

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave