Testes mostram sucesso de exoesqueleto para paraplégicos

Cientista brasileiro lança documentação do ousado projeto chamado Walk Again

iG Minas Gerais |

São Paulo. O fruto de anos de trabalho de uma equipe internacional de cientistas, liderada pelo brasileiro Miguel Nicolelis, está contando os dias para virar realidade aos olhos do público. Com estreia marcada para o início da Copa do Mundo, no dia 12 de junho, o projeto Walk Again (Andar de Novo) irá fazer um paraplégico se levantar da cadeira de rodas, andar e dar o primeiro chute do Mundial, vestindo um exoesqueleto robótico controlado pela mente.

O traje robótico complexo, construído a partir de ligas leves e alimentado por sistema hidráulico, foi construído por Gordon Cheng, da Universidade Técnica de Munique, e tem a função de trabalhar os músculos da perna paralisada. O exoesqueleto é resultado do trabalho de cientistas e também engenheiros do Walk Again.

O brasileiro Miguel Nicolelis lançou ontem, em sua página no Facebook, a documentação do projeto até as vésperas da Copa do Mundo. Nicolelis já está treinando em um laboratório de São Paulo nove homens e mulheres paraplégicos, com idades de 20 a 40 anos, para usar o exoesqueleto. Três deles serão escolhidos para participar do jogo de abertura entre Brasil e Croácia.

Testes. No mês passado, a equipe de pesquisadores foi a jogos de futebol em São Paulo para verificar se a radiação dos telefones móveis das multidões pode interferir no processo. As ondas eletromagnéticas poderiam fazer o exoesqueleto se comportar mal, mas os testes foram animadores. As chances de mau funcionamento são poucas.

O voluntário que usar o exoesqueleto vestirá também um capacete equipado com eletrodos para captar suas ondas cerebrais. Esses sinais serão transmitidos para um computador em uma mochila, onde serão descodificados e usados para mover condutores hidráulicos na roupa. O exoesqueleto é alimentado por uma bateria que permite duas horas de uso contínuo (veja infográfico).

Sob os pés do operador estarão placas com sensores para detectar quando o contato é feito com o solo. A cada pisada, um sinal dispara até um dispositivo vibratório costurado no antebraço da camisa do usuário.

O dispositivo parece enganar o cérebro, que pensa que a sensação vem de seus pés. Em simulações de realidade virtual, os pacientes sentiram que suas pernas estavam se movendo e tocando alguma coisa. Em outros testes, os pacientes usaram o sistema para andar em uma esteira.

Veja vídeo postado no Facebook

(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = "//connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, 'script', 'facebook-jssdk'));
Publicação by Miguel Nicolelis.

 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave