Domingo esperado pelos fãs

Atração da HBO retorna para a quarta temporada, com estreia simultânea nos Estados Unidos e no Brasil, no dia 6

iG Minas Gerais | Isis Mota |

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[NORMAL_A]Neste domingo, dia 6, milhões de pessoas em todo o mundo – incluindo gente grande como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o criador do Facebook, Mark Zuckerberg – vão mergulhar de novo no universo mítico de “Game of Thrones”. A série da HBO retorna para a quarta temporada, com estreia simultânea nos Estados Unidos e no Brasil. O centro da ação é Westeros, uma terra que lembra a Europa medieval, com cavaleiros, arqueiros, espadas, deuses e famílias disputando feudos ao longo de conflitos que duram séculos. Tudo isso temperado com incesto, longas estações climáticas, mortos-vivos errantes e dragões.

O programa de televisão, capitaneado por David Benioff e D. B. Weiss, se baseia na série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George RR Martin. É dele boa parte da culpa pelo fanatismo despertado pela trama. Você sabe que um personagem é sólido, profundo e bem construído quando ele morre na primeira temporada (ou no primeiro livro) e, na quarta, ainda é lembrado e lamentado pelo público. É o caso de Ned Stark (Sean Bean), patriarca da casa Stark decapitado lá no início e que, desde então, serve como uma eterna lembrança para os fãs: não se apegue a nenhum personagem, pois todos podem morrer. E George RR Martin mata sem dó.

Cada episódio tem dimensões épicas, até para conseguir acompanhar as histórias, que saem de Westeros e passam por desertos, regiões de pura neve e gelo, portos e cidades de mercadores onde convivem pessoas de todas as partes desse universo fantástico. Os figurinos são uma obra de arte à parte, tanto que já mereceram exposições em seis cidades do planeta. São centenas de figurantes, além de dezenas de papéis de importância intermediária, girando em torno de uma dúzia de personagens sobre os quais toda a trama se assenta.

São tantas famílias, tantas casas nobres, símbolos, territórios, histórias que se entrelaçam, que é bom fazer uma maratona da terceira temporada antes de partir para a quarta, ou pelo menos consultar uma das muitas enciclopédias online sobre os livros e a série – assim fica mais fácil não se perder no quem é quem, quem matou quem, e quem governa onde.

“Game of Thrones” serve também como prova de que o bom personagem supera o ator. Um dos papéis fundamentais daqui em diante, o mercenário Daario Naharis, teve seu intérprete trocado: sai Ed Skrein, entra Michiel Huisman. O mesmo aconteceu com Gregor Clegane, “A Montanha”. Nesta quarta temporada, veremos seu terceiro rosto. Depois de Conan Stevens e Ian Whyte, o malvadão agora será vivido pelo ator islandês Hafthor Julius Bjornsson, um atleta frequente em competições de “o homem mais forte do mundo”.

Alguém já sabe o final. Uma preocupação honesta de todos os fãs é que George RR Martin, 65, morra antes de concluir sua saga. Levando em consideração que o primeiro livro da série de sete saiu em 1996, e ele não tem prazo marcado para entregar os dois que ainda faltam, o medo é justo e nem um pouco mórbido. Para garantir que o público não tenha pesadelos, o escritor já contou aos dois produtores as linhas centrais do fim da história, garantindo que, em sua ausência, eles possam tocar a série o mais próximo possível de seu rumo original.

A primeira temporada foi adaptada do primeiro livro, e a segunda, do segundo. O terceiro volume, por sua vez, foi dividido entre a última temporada e esta que estreia agora. Assim, existe ainda o risco de que a série alcance os livros já publicados e a produção tenha que parar.

Caso a televisão não dê conta de acompanhar sua narrativa, George RR Martin disse que considera transformar a história em um filme. “Tudo depende de quanto tempo a série vai durar”, disse, recentemente, à revista “The Hollywood Reporter”. “Vamos ficar no ar por sete anos? Oito? Dez? O livro fica maior e maior. Pode ser que se precise de um longa-metragem para amarrar o enredo, ou algo com o orçamento de um longa-metragem, como US$ 100 milhões para duas horas. Esses dragões ficam muito grandes”, observou.

Fanatismo caro

Para poucos. A joalheria DeBeers criou uma coleção inspirada no conceito da série, chamada Talisman. As peças são feitas de diamantes brutos e têm nomes como Bravura, Esperança, Amor e Honra. E custam US$ 25 mil cada.

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