Jovem que pediu legalização de estupro 'curte' Hitler e Bolsonaro

Em seu perfil no Facebook, Guerra curte páginas que exaltam o líder nazista e ditadores, como Benito Mussolini; vídeo foi retirado do ar por violar a política do YouTube

iG Minas Gerais | Da redação |

Perfil no Youtube cria campanha
DIVULGAÇÃO / FACEBOOK
Perfil no Youtube cria campanha "#LegalizeOEstupro adote essa campanha"

O jovem Gustavo Rizzotto Guerra, que causou polêmica depois de gravar e publicar na internet um vídeo pedindo a legalização do estupro, tem simpatia por Hitler, Benito Mussolini e Jair Bolsonaro.

Entre as opções "Curtir" no perfil de Guerra no Facebook estão páginas como "Orgulho de ser branco", "Bloc Identitaire" e "PARE a Islamização", além daquelas que exaltam Hitler, Mussolini e outros ditadores. 

Em uma mensagem postada na tarde desta terça-feira (1º) na rede social, Guerra disse estar sofrendo ameaças e desdenhou. "Esses esquerdistas acham que me botam medo ligando como número não identificado no meu celular, aí eu vou atender, e sou ameaçado pela voz de um cara fanho que parece um funkeiro?", escreveu.

O vídeo, postado nessa segunda-feira (31), provocou revolta entre internautas. Nele, Guerra afirma que “mulheres feias com placas dizendo que não merecem ser estrupadas sofrem de psicologia reversa”, já que segundo ele ninguém iria abusar de uma mulher “feia”.

O pensamento faz menção a campanha “Eu não mereço ser estuprada”, idealizada pela jornalista Nana Queiroz e que foi alcançou internautas de todo país.

Nesta terça-feira, o vídeo foi retirado do ar pelo YouTube, por violar a política do site, que não permite incitação ao ódio.

Um cartaz, com a imagem de Guerra e seu dados foi publicado na comunidade da campanha Eu não mereço ser estuprada, no Facebook. Usuários pediram à Polícia Federal para detenha esse jovem.

A corporação informou que quando há uma denúncia agentes não são autorizados para falar sobre o assunto, para não atrapalhar a apuração.