Condutor que atropelou e matou mãe e filha pagará R$ 40 mil a família

Motorista alegou que a culpa do acidente foi das vítimas, já que a pista de rolamento no local é estreita e não possuía acostamento

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O comerciante Vinícius do Patrocínio Vieira que atropelou e matou mãe e filha em fevereiro de 2008 foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais a pagar R$ 40 mil a um lavrador e seu filho por danos morais. 

A decisão prevê que o valor seja pago ao lavrador até que ele se case novamente e até a data em que a filha faria 65 anos.

A audita terça aconteceu depois que a defesa do comerciante entrou com uma ação contra a decisão da primeira instância, publicada em dezembro de 2012, quando Vierira foi condenado a pagar indenização de R$ 80 mil, sendo R$ 40 para pai e o restante do valor para o filho.

“Muito embora as partes apresentem versões contrárias acerca da dinâmica do acidente, mostra-se convincente a versão dos autores porque atestada por meio da instrução probatória, permitindo demonstrar que o motorista conduzia o seu veículo em alta velocidade e embriagado, sendo que esses fatores conjugados constituíram causa eficiente e determinante”, afirmou o juiz Evandro Cangussu Melo, da 2ª Vara Cível de João Monlevade.

Os desembargadores Alberto Henrique, Luiz Carlos Gomes da Mata e José de Carvalho Barbosa reconheceram a responsabilidade do motorista. “Além de trafegar em velocidade excessiva, como constatou a prova técnica produzida no inquérito policial instaurado e que se encontra acostada aos autos, as testemunhas foram unânimes em afirmar, não só o que já havia sido constatado pela aludida prova pericial como também que o apelante encontrava-se na contramão direcional e em estado de embriaguez”, afirmou o relator Alberto Henrique.

Entenda

Mãe e filha foram atropeladas e mortas na zona rural de São José do Goiabal, em fevereiro de 2008. O motorista trafegava bêbado e em alta velocidade pela rodovia MG-320 e invadiu o acostamento, atingindo as duas e arremessando-as a quinze metros de distância as vítimas. Vieira não trafegava prestou socorro e foi preso, horas depois, em flagrante delito.

O comerciante argumentou que o acidente ocorreu por culpa exclusiva das vítimas, pois a pista de rolamento no local é estreita e não possuía acostamento. Além disso, como elas estavam fora de seu campo de visão, ele não teve como frear. O condutor também sustentou que ninguém presenciou os fatos, mas uma testemunha afirmou que ele não havia ingerido bebida alcoólica.

Ele negou que estivesse embriagado, alegando ter sofrido uma crise de hipertensão, e também disse que não abandonou o local sem socorrer as vítimas, mas, pelo contrário, foi buscar ajuda e acionou a polícia.

Com TJMG

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