Coreias trocam disparos de mísseis e tensão aumenta

Durante o exercício, os norte-coreanos dispararam mais de 500 tiros de artilharia e, pelo menos, 100 projéteis caíram nas águas vizinhas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Coreia do Norte lançou nesta segunda-feira uma série de projéteis que caíram em águas da Coreia do Sul durante mais um exercício militar.

Em resposta, as Forças Armadas da Coreia do Sul responderam com disparos semelhantes, marcando um novo episódio de tensão entre os dois países, que se separaram há quase 70 anos.

Durante o exercício, os norte-coreanos dispararam mais de 500 tiros de artilharia e, pelo menos, 100 projéteis caíram nas águas vizinhas. Os sul-coreanos revidaram com outros 300 disparos, segundo o Ministério da Defesa.

A troca de artilharia levou centenas de moradores das ilhas sul-coreanas - localizadas próximas a área de conflito - para refúgios. Como medida de precaução, o Exército da Coreia do Sul enviou aviões de combate F-15 para a região.

Os lançamentos de mísseis entre as duas Coreias se tornaram mais constantes durante o regime do ditador norte-coreano Kim Jong-un. Em 2010, ocorreu um dos incidentes mais graves entre os dois países, quando o Norte bombardeou a ilha Yeonpyeong, que terminou com dois civis e dois militares mortos.

Comunicado

O governo da Coreia do Sul emitiu um comunicado nesta terça-feira onde pediu ao país vizinho para cessar com os ataques pessoais "sem sentido" ao presidente Park Geun-Hye.

O documento requer dos norte-coreanos uma "ação mais discreta", em linha com o recente acordo assinado entre os dois países para terminar com as difamações por ambos os lados.

"O Norte está mostrando um comportamento sem qualquer noção, utilizando uma linguagem sem sentido para atacar a nossa diplomacia", afirma o documento.

Os ataques, aparentemente, são uma resposta ao discurso do presidente sul-coreano durante sua recente visita à Europa.

Park afirmou que o material nuclear de Pyongyang poderia acabar nas mãos de terroristas, alertando sobre um possível desastre no estilo de Chernobyl.

Quando esteve em Berlim, ele salientou as lições que a Alemanha poderia fornecer para a unificação da península coreana e novamente pediu que a Coreia do Norte desistisse de suas armas nucleares.

"O comportamento de Park é absurdo, sem noção e feio e nos deixa revoltados e desiludidos", disse a mídia local norte-coreana. "Não é à toa que ele é criticado por todo o mundo como um político de baixa qualidade, que não sabe sobre o que falar", disse a agência KCNA.

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