“O governo proíbe comemorar”, diz militar

iG Minas Gerais |

Rio de Janeiro. Com medo de hostilidades, a comissão que reúne os Clubes Militar, Naval e de Aeronáutica escolheu a zona oeste do Rio de Janeiro, a mais de 20 km do centro, para sessão solene de comemoração aos 50 anos do movimento que derrubou o presidente João Goulart.

“Não deixaríamos passar a data em hipótese alguma. Mas, nas sedes do centro, não havia como garantir a segurança”, disse o presidente do Clube de Aeronáutica, brigadeiro Ivan Frota, que classificou a Comissão Nacional da Verdade como “uma afronta à verdade”.

O encontro, que reuniu cerca de 80 militares da reserva, teve palestra do general reformado Álvaro Pinheiro. Integrante da operação de repressão à resistência armada no Araguaia, o militar negou a execução sumária de guerrilheiros e disse que os “companheiros despreparados” que torturavam os presos eram repreendidos.

“Infelizmente o governo proíbe comemorar coisas maravilhosas como essa. Perdemos na parte política. Hoje somos subordinados a uma política que não entende tudo que foi feito”, lamentou Ivan Frota.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave