“O sorteio foi a maneira mais democrática que encontramos”

Humberto Alves Campos - Prefeito de Felixlândia (PSDB)

iG Minas Gerais |

É verdade que o senhor fez um sorteio para definir quem receberia os salários atrasados na educação? Foi a maneira mais democrática que encontramos para pagar. A ideia veio de uma comissão da Câmara de Vereadores. Melhor do que não pagar nada. Mas tivemos que suspender o ajuste por causa das regras do Fundeb. A cidade só tem R$ 27 milhões no orçamento. Os servidores terão que ter paciência. Tenho que esperar a arrecadação do IPTU para quitar outras obrigações.

De quem é a responsabilidade pelos atrasos? Eu não era prefeito em 2012. Assumi o cargo com um déficit de R$ 6 milhões. Quase R$ 2 milhões eram de salários atrasados. Paguei mais de R$ 1,5 milhão. Não tenho como pagar na velocidade que os professores querem. Na minha gestão, nada atrasou. Quem atrasou foi o prefeito anterior, que é do grupo político do pessoal que fez a denúncia.

O senhor tem 32 processos na Justiça. Como explica essa situação? As pessoas fazem as denúncias, mas nunca fui condenado. Ter processo não é uma decisão minha, mas tenho direito à defesa.

E acusação de que o senhor teria usado uma máquina da prefeitura para fazer uma obra em sua fazenda? É mentira. Tivemos que fazer uma estrada para ligar a cidade a um distrito. Por coincidência, uma parte dela passou no terreno da minha finada sogra. A oposição tem feito ataques de todos os lados, mas tudo bem, ela está no seu papel. (GR)

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