Prática desenvolve melhor controle de reações emocionais

iG Minas Gerais |

A professora Michelini Flak considera que uma pessoa feliz é criativa, generosa, comunicativa, vive as experiências boas e difíceis da vida com outro olhar e percepção, o que desenvolve a sabedoria e a compaixão. “A ioga nidra permite ao praticante descobrir sua vocação e expressá-la em harmonia com seu ambiente, melhorando as relações humanas, a percepção de um mundo iluminado de oportunidades e experiências. A pessoa se sente viva de verdade”, diz ela.

A prática atua tanto no físico quanto no emocional. “É uma forma de relaxamento e meditação. É uma pausa inteligente que qualquer pessoa pode se dar durante sete minutos. O processo se dá através da retirada dos sentidos, conhecido com “pratyahara”. A pessoa fica deitada em shavasana, com a barriga para cima, pernas e braços esticados, com as palmas das mãos para cima. Isso acontece através do relaxamento do córtex sensório-motor na superfície do cérebro, ao levar a consciência pelas diversas partes do corpo numa sequência determinada e fixa”, ensina.

Sensações. Durante a prática, a pessoa vai utilizar sensações opostas (pesado-leve, quente-frio) que estimulam os centros do cérebro responsáveis por manter o equilíbrio entre o interior e o exterior. “Isso faz com que a pessoa evolua e vá além das dualidades das experiências da vida. A ioga nidra desenvolve o controle das reações emocionais e respostas autônomas, aumenta a percepção, a inteligência emocional e a consciência de criar seu próprio destino. Desenvolve força de vontade no plano emocional e relaxa as emoções através da catarse ao liberar memórias de sentimentos profundos”, ressalta Michelini.

Os praticantes acreditam que esse tipo de ioga é um caminho para estabelecer um novo modo de vida.

“Além de relaxar e harmonizar o corpo e a mente, a prática nos ajuda a controlar e focar a energia, canalizar e ativar as diferentes faculdades do corpo humano e da mente, tais como memória e imaginação. Permite-nos ir fundo em nossa mente subconsciente”, finaliza a professora. (AED)

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