Experiência dá voz a estudantes

iG Minas Gerais |

São Paulo. Acostumados a um modelo de ensino mais vertical, em que professores e gestores são os responsáveis pelas decisões, os alunos das escolas que adotaram o tablet estão gostando da experiência democrática. “Acho que deveria haver comitês como esse para tratar de outros temas na escola. É importante ter espaços de discussão”, diz Yasmine Mafulde, 16, aluna do 3.º ano ensino médio do Colégio Dante Alighieri.

Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Giordan, os comitês de tecnologia são interessantes por darem voz aos alunos. “Precisamos abrir mais a sala de aula, que sempre foi um reduto de domínio exclusivo do professor”, afirma.

Ele também defende que os alunos avaliem outros aspectos do colégio, além do tecnológico. “É preciso desenvolver esse debate sobre avaliação das aulas, do trabalho do professor e outros processos”. Giordan acredita que a experiência de discussão em uma área que os jovens dominam, como a tecnologia, ajuda a ampliar a visão dos alunos. “Possibilita mais participação e transparência”.

A estimativa da presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, é que 30% das escolas privadas de todo o país adotam de alguma forma o tablet em sala de aula.

 

 

Vendas no país

7,9 milhões de tablets foram vendidos no país em 2013

119% foi o crescimento em relação às vendas de 2012

35,4% previsão de alta nas vendas em 2014 feita pela IDC

11 milhões de tablets estão em uso no Brasil (estimativa)

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