Faca e queijo nas mãos para mudanças

iG Minas Gerais |

Os três candidatos já declarados para disputar as eleições à presidência da Federação Mineira de Futebol (FMF) deveriam assumir como prioridade número um: ampla a discussão sobre os rumos do nosso futebol. Já passamos da hora de mudar a fórmula de disputa do campeonato estadual; a FMF nunca teve um programa de apoio ou revitalização dos clubes do interior. Tudo sempre gira em torno de Atlético e Cruzeiro, que na verdade são os que mandam na entidade, tradicionalmente. No fim de cada Campeonato Mineiro dá o de sempre: os dois rivais decidindo o título. Mas o pior não é isso, já que a superioridade das duas equipes lhes garante presença nas finais da competição. Enfraquecidos O grande problema é que os clubes do interior, que revelavam bons jogadores, não têm mais essa condição. Nem tanto por culpa da Lei Pelé, que beneficia os empresários do setor, mas porque o calendário é perverso. A maioria só joga durante três meses no ano e fecha as portas, só reabrindo na véspera da temporada seguinte. Sobrevivência O medo de ser rebaixado os obriga a contratar veteranos que lhes garantam a permanência na primeira ou segunda divisão. Sem revelar jogadores, não têm como ganhar dinheiro com jogadores da base, que antes eram uma das principais fontes de sustentação deles. Atrativos de menos Sem apresentar novidades dentro das quatro linhas, os clubes do interior não atraem torcedores nem aos seus próprios estádios. A Globo paga R$ 5 milhões ao Atlético e ao Cruzeiro; R$ 1 milhão ao América e R$ 300 mil aos coadjuvantes do interior. Uma ciranda que se repete a cada ano, com média de público pagante cada vez menor, entediante. Fórmula ultrapassada, decadente e sem perspectivas positivas. Momento certo A luz no fim do túnel é que a audiência do futebol está caindo em todo o país; a Globo está incomodada com a situação, e quer mudanças. O próximo presidente da FMF entrará com a faca e o queijo nas mãos e, se quiser, poderá fazer as mudanças que o nosso futebol precisa. Óbvio que dialogando muito com os clubes do interior, as partes sérias do setor e com quem dá palavra final: Atlético, Cruzeiro e a TV Globo. É só jogar Clima quente no clássico, com o América partindo para cima, do jeito que precisava. Jogo bom. O Atlético, com time misto, reagiu bem ao gol que tomou logo de cara. Empatou e depois desperdiçou muitas oportunidades. A defesa é o ponto fraco do time comandado pelo Moacir Júnior que precisa consertar esse setor se quiser brigar pelo acesso à Série A 2015.

Com dignidade O Boa foi ótimo adversário para o treino de luxo que o Cruzeiro fez no Mineirão. Jogou, deixou jogar, não abusou da violência e foi eliminado com dignidade depois de bela campanha no Mineiro. Não tomou nenhuma goleada nesta semifinal e deu mostras de que entrará forte na disputa da Série B nacional daqui a um mês.

Passando da hora Essas torcidas que marcam brigas pela internet continuam aprontando e vão acabar conseguindo fazer com que a Justiça ponha fim à existência delas. A Polícia Militar tem feito ótimo trabalho preventivo e tem conseguido evitar que as guerras acertadas entre elas se consumam. Mas até quando isso vai durar?

Novo programa A TV Horizonte estreou novo programa, ontem: “Só Esportes” (https://www.youtube.com/watch?v=buD6ywABxmw), com duração de 60 minutos, de segunda a sexta-feira, ao vivo, às 19h15. O programa é comandado pela jornalista Yara Fantoni e um time de especialistas: Sergio Nonato (Serginho), Ramon Salgado, Paulo Roberto Prestes e Luiz Martini, com participação do telespectador, que poderá interagir com a apresentadora através das redes sociais, e-mail e telefone. Segunda a sexta, às 19h15. Horário alternativo: 1h15.

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