Inventor busca recursos para testes de 'máquina do prazer'

Para que a Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos dos EUA aprove o dispositivo, teriam que ser realizados testes clínicos que custariam cerca de US$ 6 milhões

iG Minas Gerais | Da Redação |

Pesquisa ouviu 2.035 inglesas com idades variando entre 18 e 83 anos
Rodrigo clemente - 8.6.2006
Pesquisa ouviu 2.035 inglesas com idades variando entre 18 e 83 anos

Uma pequena caixa que, conectada à coluna vertebral, é capaz de causar orgasmos com o simples toque de um botão. Assim é o Orgasmatron, tecnologia que, a longo prazo, pode resolver problemas sexuais femininos e masculinos. Patenteada pelo americano Stuart Meloy, detalhes sobre o aparelho foram publicados há 13 anos na revista "New Scientist", mas só agora ele vem despertando a atenção de outros estudiosos, após aparecer no site "Reddit" -  em que usuários podem colocar links para conteúdos que acham interessante. História Meloy é médico e cofundador da Advanced Interventional Pain Management, uma clínica que trata pacientes que sofrem de dores crônicas. Foi lá que ele começou a trabalhar com implantes eletrônicos que, conectados aos nervos da coluna, enviam leves impulsos para aliviar uma dor crônica. Em uma determinada ocasião, depois de receber o implante, um paciente disse que havia sentido um efeito colateral inesperado: o dispositivo havia emitido sensações de prazer. Meloy percebeu que tinha em suas mãos uma poderosa tecnologia que poderia ser usada no tratamento de homens e mulheres com disfunção sexual. Isso ocorreu há mais de uma década e, embora Meloy tenha desfrutado de uma carreira de sucesso como médico, o desenvolvimento do Orgasmatron ficou estagnado. Um dos obstáculos para a comercialização do produto são os materiais necessários, como por exemplo o gerador, que custa cerca de US$ 25 mil. Meloy acredita que o Orgasmatron poderia funcionar com uma fonte de energia muito menor, suficiente para suportar uma hora de uso diário. Ele não obteve sucesso nas tentativas de convencer um laboratório a projetar uma alternativa apropriada.

Apesar de centenas de dispositivos para o tratamento de dores terem sido implantados em pacientes - e alguns terem se beneficiado de seus efeitos colaterais secundários - implantá-los para tratar a disfunção sexual seria uma violação das regras. Mesmo com toda a atenção gerada em torno do aparelho na internet, ainda não foi provado que o dispositivo seja um tratamento eficaz para a disfunção sexual.

Para que a Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) aprove o dispositivo, teriam que ser realizados testes clínicos. E esses testes custariam cerca de US$ 6 milhões (R$ 13,5 milhões). "E esse dinheiro eu não tenho agora", ele diz.

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