Cheias dos rios provocam o aumento dos focos de dengue em Marabá

Focos do mosquito se proliferam por todos os 26 bairros da cidade; até março deste ano, Sesma registrou 170 notificações da doença

iG Minas Gerais | Da redação |

Vista do rio Tocantins, em Marabá
Robmassacre / Baixaki / reprodução
Vista do rio Tocantins, em Marabá

Com o nível do rio Tocantins baixando na região do sudeste do Pará, a preocupação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) é o aumento na proliferação do mosquito da dengue nos 26 bairros da cidade de Marabá, principalmente nos bairros que foram atingidos pela cheia. Devido à grande quantidade de água acumulada nessas áreas, aumentaram os focos.

Apenas no mês de março deste ano foram feitas 170 notificações da doença; deste total 30 casos foram confirmados. No ano passado, no mesmo período, foram feitas 270 notificações pela Secretaria.

O agricultor José da Silva, morador da Velha Marabá, foi uma das pessoas que teve a casa alagada com as cheias. Ele conta que já fez a limpeza do imóvel com medo da dengue. "Já fiz porque ninguém quer ficar doente. É muito ruim; a gente tem medo", acrescenta.

Outra moradora do bairro está com o quintal de casa cheio de água parada. A maior preocupação é com a saúde dos três filhos pequenos. "As crianças não saem no quintal. Ficam dentro de casa porque é mais seguro", explica.

"A Secretaria está em alerta o ano todo, principalmente em relação à dengue, que é uma grande preocupação nossa. O município tem todas as condições favoráveis para a proliferação do Aedes, então,por isso nós realizamos semestralmente toda uma toda uma análise sobre a situação da doença", afirma Maurícia Macedo, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesma.

De acordo com a Sesma, o aumento dos focos nas áreas que foram atingidas pelas águas pode ultrapassar o recomendado pelo Ministério da Saúde (MS), que é até de 3,9%.

Segundo a coordenadora, diante desta possibilidade, ações estão sendo realizadas para combater o mosquito Aedes aegypti. "Vamos desenvolver ações tanto no tratamento do foco quanto no combate quanto no com as escolas, divulgando a importância de eliminar os criadouros para eliminarmos o mosquito", finaliza.

 

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